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Oi, Sarney! Como vai, rapaz!
Assim, Sarney, ó! Dou um passo, depois dou outro e por aí vou!
...ah! Ando correndo muito, Sarney. Vamos logo para a entrevista? E esses escândalos aqui no Senado? O que Vossa Influência tem a dizer para seus eleitores e meus leitores?
Não seria porque o povo resolveu apresentar agora a conta e Vossa Inocência está na presidência? Qual o problema?
Mas a pressão pode aumentar contra Vossa Resistência.
Mas seus colegas também acusam Vossa Conivência!
Mas Vossa Inadimplência é dono de uma mansão e não declarou no Imposto de Renda!
Vossa Intransigência não teme Agripino Maia, Arthur Virgílio...?
Tá doido? Só se o moleque fosse muito safado.
Eu tava querendo pegar a Jane, mas não sei subir em árvores e ela anda com as macacas! De qualquer forma, Vossa Permanência não acha que deveria haver uma mudança radical no Senado?
Tem ainda a senadora Heloísa Helena? Ela também quer Vossa Insistência saia.
Não, Sarney. Mas o que isso tem a ver?
Ok, Sarney. Agradeço Vossa Eloquência pela entrevista, mas vou ficando por aqui.
Não, não! Estou falando da conversa. Eu vou é rachar fora mesmo!
Marcadores: entrevista, escândalos do senado., José Sarney
Hi, Mike! How doído you do?
Cara, quase não chego! Eu vinha por seu parque, a "Terra do Nunca". Fiquei quatorze anos lá até me dar conta e a volta. Ainda bem que o tempo não passou tanto assim. Vim para uma entrevista, pode ser?
Nem tanto, Mike. How do you se sentido às vésperas da nova turnê pelo world?
Isso mesmo! Descanse em paz e boa viagem para você. Agora me diga: todos sabem das músicas que você canta. Mas quais você ouve? Quais os grupos de sua preferência?
E quanto a Lise Marie? Todos gostariam de saber porque você se separou dela.
Elvis aprovaria esse casamento?
Why você esconde seus filhos das pessoas?
E quando você pendurou seu caçula na janela do Hotel. Você ficou crazy naquela hora, cara?
Legal. Eu vou ficando by here. Já está na hora de ir e seu médico está chegando. Obrigado por tudo.
Sexta-feira, 26 de Junho de 2009
Não estou indo, Obama! Estou vindo! Difícil chegar aqui!
Estou falando da segurança.
Gostaria de fazer uma entrevista com Vossa Excelência. É sóbrio esse negócio do Irã! Pode ser?
Como presidente dos Estados Unidos, o que tem a falar about o que está acontecendo lá?
Você não acha que houve fraude?
Tell me, você preferiria conversar com Ahmadinejad ou com Mousavi?
Ei, man! Tell me more, tell me more!
Caramba! Bonito isso, Mr. president! Gostei. E sobre Michael Jackson, tem algo a dizer?
Valeu, Obama. Dá um pulinho lá no Brazil, cara!
Se ele aparecer por lá, mando sim. It´s mais fácil você abraçá-lo pessoalmente quando ele pintar por aqui.
Marcadores: Barack Obama, elections., interview, Iran
Quarta-feira, 24 de Junho de 2009
Mas minha opinião sobre as eleições do Irã é definida, e é a que segue.
O atual conflito representa uma disputa de poder entre as classes médias e as classes trabalhadoras do povo iraniano. A expressão política desse confronto encontra-se na dissidência entre os aiatolás Rafsanjani e Khamenei, politica e respectivamente representados por Mousavi e Ahmadinejad, ou ao contrário, aqueles representando estes, sei lá, pois líderes espirituais sempre estão à frente de algum interesse, de alguma ideologia. Deus sempre foi laranja do homem, pode ter certeza disso. Pobre da nação cujo senhor é Deus.
A imprensa brasileira e a classe média que representa estão francamente favorável ao oposicionista Mousavi, que levanta suspeita de fraude numa eleição em que o vencedor teve mais de 60% dos votos de um colégio eleitoral de 46,2 milhões de eleitores os quais participaram ativa e massivamente do pleito (tipo os americanos em relação à eleição de Obama). A imprensa brasileña que apóia Moussavi é a mesma que mostrou como golpista a esquerda mexicana que também reclamou de fraude nas últimas eleições, nas quais o candidato da Direita venceu com uma diferença de apenas 1% dos votos. Dois pesos e duas notícias.
Sinceramente, não acredito que houve fraude nas eleições. Não a ponto de alterar o resultado final. Ahmadinejad ganhou por uma diferença muito grande, por isso não dá para a oposição apontar o dedo sujo de tinta na cara dele. Ahmadinejah conta com o ódio de Israel e da classe média brasileira por dois motivos. Respectivamente: por que ele só se curva para Meca e porque se parece com Lula e com Chaves no quesito "você é da ralé".
O fato de muitas seções terem mais votantes do que eleitores cadastrados pode ser porque lá, ao contrário daqui, o eleitor pode votar em qualquer lugar. Então, da mesma forma, deve haver seções com menos votantes do que eleitores cadastrados, pela lógica.
E porque eu acho que o resultado expressou realmente a vontade da maioria do povo iraniano, penso também que Mousavi é o responsável pelo que está acontecendo, exatamente por ser irresponsável a ponto de incitar pessoas desarmadas a enfrentar um regime beligerante a troco de uma ilusão, de uma mentira. Um oportunista que coloca pessoas inocentes na linha de tiro apenas por que quer colocar um aiatolá no lugar de outro e um covarde - ele próprio - no lugar de quem, a meu ver, foi legitimamente eleito. Ou ele pensa que Ahmadinejad vai entregar o poder por causa de acusação de fraude, de manifestações de rua e de "revolução pela internet"?
Comovente esse apego, essa paixão, essa piedade, esse amor e essa solidariedade que a classe média brasileira tem pelo povo cubano, pelo povo venezuelano e, agora, pelo povo iraniano. Nossa! Daria até para me convencer, se eu não já soubesse o ódio que ela sente pelo povo brasileiro, expresso, por exemplo, na odiada, odiosa e previsível cantilena semanal de Diogo Mainardi da revista Veja. Argh!
A pobreza política e cultural da arruinada e endividada classe média brasileira é expressão direta de sua pobreza econômica. O pequeno-burguês admira o burguês porque quer um dia ser igual a ele e odeia o proletário por estar a cada dia mais parecido com este. Marcadores: Ahmadinejad, eleições no Irã, manifestações, Mousavi
Quinta-feira, 11 de Junho de 2009
Aconteceu um fato deveras interessante e importante esta semana na mídia escrita, falada, lida e escutada. Em seu blog Fatos e Dados, a Petrobras publicou perguntas de jornalistas endereçadas à estatal, junto com as respostas, antes mesmo que os jornais o fizessem. Foi o maior olé que se viu desde que Pelé deu aquela volta em Mazurkievsky.
E o que isso significa?
Comecemos pelas questões mais importantes e por ela terminemos.
Primeiro.
Esse recurso já está sendo usado. Vejam aqui no Luis Nassif On Line a forma brilhante, polida e educada com que o assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, mandou a Veja e Diogo Mainardi tomarem no cu, utilizando o mesmo método.
Segundo.
Terceiro.
Vamos praticar um pouco.
Há poucos dias, o jornal A Gazeta aqui de Vitória promoveu um fórum para ouvir a opinião dos leitores sobre o veto do governador Paulo Hartung à lei que proibia o fumo em ambientes públicos. Um leitor (sigilo da fonte :) escreveu dizendo que o governador agiu assim porque não conseguiu reunir condições morais e políticas para impedir a poluição tabagista do cidadão comum enquanto permitia que a Vale e a ArcelorMittal Tubarão jogassem toneladas de partículas sólidas sobre os lares e pulmões capixabas.
Então. Foi publicada. Só que os sacanas suprimiram as palavras "Vale" e "ArcelorMittal", poderosas empresas da mineração e siderurgia e clientes de publicidade do jornal.
Portanto, não fosse este exemplo de "meta-imprensa" e isso não se tornasse público como agora faço, talvez você não entenderia bem porque essas duas empresas poluem impunemente o meio ambiente capixaba há décadas e vão continuar fazendo isso décadas afora por mais que o governo do Estado e o jornal A Gazeta digam combater a poluição.
Se você pensa que um jornal não se vende, que só vende espaço no jornal, saiba que o jornal é o próprio espaço que ele vende. Capitou?
Terça-feira, 2 de Junho de 2009
Marcadores: Air France., voo AF 447
Terça-feira, 26 de Maio de 2009
Aqui perto, em Aracruz, teve o caso do vídeo pornográfico feito por estudantes menores. Três meninas e um menino da escola Misael Pinto Netto foram protagonistas de um filme porno-infantil, vê se fode um negócio desse, digo, vê se pode um negócio desse! Parece que há participação de outros dois menores. A mulher que denunciou o caso diz que está sendo ameaçada de morte. A filha dela estuda na mesma escola dos jovens que filmaram as cenas de sexo feitas por eles mesmos.
Segundo a imprensa, foram três vídeos feitos e divulgados por meio de celulares entre os estudantes na própria escola. Agora, os vídeos estão correndo a internet, claro.
O problema é o seguinte. Primeiro, que não há muito o que fazer senão despejar moralismo em cima da fodelança infantil que anda solta em praticamente todo o mundo civilizado nos dias atuais, num crescente. Tem acontecido muito. A novidade talvez seja a divulgação por celulares. Acho que esse negócio de as meninas darem para os meninos e os meninos comerem as meninas se dá por dois motivos. Um, pela chamada "grande conquista feminina" de ir para o mercado de trabalho e ter que abrir mão da vigilância sobre os filhos. Mesmo que elas se sintam culpadas, deveriam dizer em alto e bom tom: "conquistei a minha liberdade e, de quebra, a dos meus filhos!". E pelo visto, não adianta nem um pouco dar a eles celulares para tentar vigiá-los de longe. Dois: embora a gravidez na adolescência esteja ainda acontecendo, o controle humano sobre a concepção e as doenças venéreas tornou o sexo, literalmente, uma brincadeira de criança. O sexo se tornou bananal, digo, banal. Agora, não há retorno. O que era certo se tornou retrógrado, e o que era errado se tornou moderno. O que foi santo um dia tornou-se profano e o que era profano é feito todo santo dia.
Segundo, perde um pouco o foco a campanha eleitoreira de políticos oportunistas como a do senador Magno Malta de combate à pedofilia. Não por perda da importância e da necessidade de campanhas desse tipo, mas pelo desvio da atenção. Ora, se a questão principal é proteger as crianças do sexo, como fica a cara desses impolutos senadores se os próprios petizes se refestelam em orgia e ainda fazem questão de divulgar? Literalmente, é muita sacanagem o que fizeram esses meninos com nossa sociedade tão moralizada, tão pura, tão virtuosa e tão digna!
De qualquer forma, enquanto o impacto da notícia não passa, pode-se adaptar o material da campanha da pedofilia para outros objetivos não menos nobres:
![]() Marcadores: alunos, Aracruz, celular, cenas de sexo, meninas, meninos, vídeo
Quarta-feira, 20 de Maio de 2009
Agora tem esse negócio aí de cercarem as favelas do Rio para se "preservar a natureza". É o governador do Rio, Sérgio Cabral, que está por trás disso. Como é que um político pode estar em cima do muro e atrás dele ao mesmo tempo? Diz que é para impedir a expansão da favela Dona Marta, zona sul. O muro atende pelo nome de "Ecobarreira", para a gente deixar de ser besta. Diz também que é para proteger a floresta do avanço favelístico e - "principalmente" - para "enfrentar o tráfico de drogas e as milícias, impondo limites ao crescimento desordenado". O que os fuzis não conseguiram durante cinqüenta anos, um muro de três metros de altura vai conseguir, claro. Por que não pensaram nisso antes? Vai ver que teve alguém que pensou, mas pode ser que o cara tenha morrido antes de falar, por conta de uma bala perdida. Pelo menos o diabo da bala foi encontrada.
Agora vem minha crítica, dá licença!
Vem o líder comunitário concordando com esse troço, acreditanto de verdade que o negócio vai mesmo proteger o verde das florestas, as aves em festa, o sol a brilhar, a brisa amiga, a fonte que corre ligeira a cantar. Que vai combater a criminalidade, a violência, a pobreza... Fala sério!
O infeliz nem desconfia de que isso é coisa de político pilantra que não tem o menor interesse em acabar com as favelas, com a pobreza, com a violência, nem em proteger a natureza, porque ele não passa de um reles representante de uma classe que vive política e financeiramente às custas dessa mesma pobreza, dessa mesma favela, da violência e da depredação do meio ambiente: a burguesia brasileña. Em português mais claro, não querem mudar nada, não! Querem é manter esse estado de coisas, pois tudo isso é efeito direto do sistema de dominação e exploração do qual não abrem mão.
O idiota do líder comunitário nem desconfia que, se quisessem mesmo acabar ou simplesmente conter o avanço das favelas, a classe dominante e o Estado que ela comanda simplesmente destruiriam os barracos e construiriam prédios suficientemente decentes para um ser humano morar, liberando espaço livre para as crianças brincarem e para a natureza ficar em paz com sua exuberância.
O estúpido, covarde e submisso líder comunitário não sabe que o muro que estão construindo não é para preservar a mata, mas para preservar a própria favela.
Marcadores: Ecobarreira, favelas do rio, floresta urbana, muro
Sexta-feira, 15 de Maio de 2009
Muito legal essa imagem, da nave Atlantis passando sob o sol. Foi feita a partir do solo. Usou-se um telescópio com filtro solar, claro, digo, com filtro solar escuro, claro.
Enquanto aqui embaixo, os senadores quebram acordo e instalam uma CPI que não vai dar em nada. Mas quem faz acordo com esses caras?
Quarta-feira, 13 de Maio de 2009
PS: Não sei se notaram - acho que não - mas usei o termo "fato" no sentido indumentário de "roupa", "vestimenta". Desculpe o pedantismo, rubro-negro, vais-caindo, são-paulino e adjacências. Marcadores: nova camisa do fluminense
É o caso do nazismo e seu principal expoente, Adolf Hitler.
Usualmente, o nazismo - forma particular de fascimo - é visto como produto de uma mente aloprada de um cabo do exército alemão. Mas o movimento e a ideologia nazistas não podem ser entendidos fora da luta de classes que acontecia na Alemanha na época. Sem a burguesia e a pequeno-burguesia alemãs, não existiria nazismo. O nazismo e as condições de sua existência existiam antes que Hitler começasse a encher as mentes alemães com seus discursos vazios de sentido e a empurrá-las para o desastre previsível.
E sem tais condições, Hitler morreria como um cabo do exército, veja por quê (tirado daqui):
Nazismo. O nazismo representou uma política desesperada de salvamento da burguesia alemã, com o apoio das classes médias, diante da crise internacional e da perigosa organização e mobilização dos trabalhadores rumo ao socialismo, animados pela Revolução Russa. Foi um instrumento político do capitalismo alemão, especialmente o capital industrial, com amplo apoio do capital detentor dos meios de comunicação alemãs. Essas classes viram num militar ignorante, mas extremamente voluntarioso, o fantoche que precisava para aliciar o povo, quebrar as organizações do proletariado alemão, manter o regime de exploração em meio à crise mundial e garantir a própria sobreviência do capitalismo alemão.
O nazismo não pode ser entendido sem a sustentação financeira do partido nazista pela burguesia alemã, da mesma forma que o führer não poderia se movimentar sem um Mercedes Benz. Hitler e seu discurso raivoso contra judeus e comunistas, e suas idéias idiotas sobre eugenia e raça pura escondiam sob o manto da superioridade racial a dominação de uma classe sobre as demais. Longe de buscar a libertação do povo alemão, queria-o como escravo. Longe de tê-lo como povo heróico, queria-o como bucha de canhão, como de fato aconteceu. Vejam essa análise de Trotsky:
De qualquer forma, embora procurasse destruir o marxismo, o movimento nazista acabou servindo de confirmação de uma das máximas marxistas: "em seu atual estágio de produção, o capitalismo só se desenvolve gerando forças destrutivas para a humanidade."
De resto, a humanidade já resolveu esse problema desde os primórdios da civilização, quando o homem primitivo proibiu o incesto. O Homem de Neanderthal é mais evoluído que o nazista de Wiesenthal.
No mundo globalizado, unificado e amancebado de hoje, a "pureza racial" só pode ser defendida por uma escória espúria da humanidade.
Desenhos de Belmonte. Aquele que comeu um nazista atrás de um monte.
Segunda-feira, 4 de Maio de 2009
Entrevista fictícia com o economista Ricardo Barollo, assumido líder neonazista brasileiro e acusado de ser o mandante do assassinato de um casal também neonazista, por disputa de poder na organização hitlerista. Segundo informações da internet, Barollo é filiado ao PSDB e funcionário da Camargo Correa, empresa acusada de crime financeiro e corrupção polítca.
Os nazistas queriam dominar o mundo. Os neonazistas também querem?
(*) Reeditado por que eu havia usado palavras de baixo colhão, digo, baixo calão.
Foi enforcada ontem, 1º de maio, no Irã, Delara Darabi, 23 anos, pintora. A história, resumida, é a seguinte: em 2005, então com 17 anos, ela teria matado a prima de 58 (ou 56) anos de idade com uma facada. Desde então estava presa. Respondia também por furto na casa da prima morta e por relacionamento sexual com o namorado Amir Hossain, de 19 anos de idade. Pelo furto e pela relação com o namorado, cumpriu 3 anos de cadeia e recebeu, em público, 50 chicotadas pelo furto e mais 20 pelas relações amorosas proibidas. Delara Darabi nega ter matado a prima. Teria assumido a culpa para livrar o namorado da pena de morte e por achar que fosse ininputável por ter 17 anos. Não era. No Irã, a responsabilidade criminal começa aos quinze anos para os homens e aos nove para as mulheres. Foi condenada à morte em 2007. No processo, houve um laudo pericial afirmando que a punhalada na vítima foi dado por uma pessoa direita, digo, destra. Delara Darabi era canhota. Seu namorado é destro. Outro fato chocante é que ela teria sido denunciada pelo próprio pai. Quando Delara lhe disse que havia apunhalado a prima, ele achou melhor encaminhar a filha à polícia por achar que fazia isso "no interesse da Justiça”, mas hoje se culpa por tê-la entregado às autoridades e por considerá-la inocente. A única salvação para Delara Darabi seria o perdão dos filhos da vítima, aceitando uma indenização do pai de Delara em troca da condenção. Porém uma delas, Hayedeh Amir-Eftekhari, não aceitou perdoar Delara Darabi. Aqui, pinturas de Delara feita na prisão (colaboração de Íris)
Como vocês podem ver, há diversos ingredientes nessa história, de caráter político, jurídico, religioso, sociológico...
Vão dizer agora que o Ahmadinejad, presidente do Irã, é sanguinário e nazista; que ele vem aí e que Lula vai apertar suas mãos sujas de sangue; que o Irã é uma nação bárbara; mas vão dizer também que nos Estados Unidos também tem pena de morte e é um país civilizado; que aqui no Brasil também deveria ter, inclusive que se deveriam reduzir a maioridade penal como no Irã, mas equiparando-a à da mulher de lá, aos nove anos, não à do homem, que é de quinze... por aí vai...
O que eu posso dizer, e garanto, é que esse negócio de pena de morte é coisa da idade da pedra mesmo, da pré-história.
Portanto, totalmente compatível com a violenta e insana sociedade moderna.
Chuvendo por aqui.
"..e no céu milhões de nuvens já começam a chorar e a chuva cairá neste mundo pequeno..."
Não vou poder jogar bola ´(
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Ícaro Feliz Dia do Trabalho, meus camaradas!
Terça-feira, 21 de Abril de 2009
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Mesmo que você odeie Lula ou, como eu, vê nele, assim como em Obama, um aliado capitalizado pelas elites - ou elitizado pelo capital, como queira - não perca seu tempo. É lixo puro o site. Impressiona como as classes média e alta do Brasil conseguem ficar bem abaixo da própria baixeza de Lula ao criticá-lo. Realmente impressiona. Diante das milhares de piadas, de caricaturas, de textos, de denúncias que a gente recebe todo dia dessa turma através de e-mail, blogs, twitter, jornais e todo tipo de mídia - tirando a gozação pura e simples - a impressão que fica mesmo é a de que, perto de tanta cretinice, Lula emerge como gênio. Esse blogue aí, por exemplo, é uma amostra grátis da estupidez de uma crítica que, se não faz aumentar a admiração popular a Lula, a mantém perfeitamente intacta. A coisa funciona assim: quando só há cretinice no maldizer, naturalmente você tende a preservar e até a sobrevalorizar aquele que sofre a crítica. Toda crítica, para ser válida deve estar acima do objeto criticado. É assim que a coisa funciona, meu camarada, não tem jeito. Pois bem. Façamos então uma breve crítica dessa crítica, que pode servir para quase todas as críticas que vemos, lemos e ouvimos sobre Lula, nos bares, nos lares, nos mares, em todos os lugares, pois são quase todas do mesmo naipe de paus. Primeiro: ela é carregada que é uma beleza de um asqueroso preconceito contra os trabalhadores, os sindicalistas, os analfabetos e os nordestinos! Meu amigo, nas eleições vencidas por Lula até as pedras sabiam que ele era sindicalista, analfabeto e nordestino. Ele não foi eleito "apesar disso", mas por "causa disso". Acorda, abestalhado! Lula foi eleito porque o povo em geral já estava de saco cheio de diplomados tipo Fernando Henrique, que, intelectual, só fazia burrada, paulista, fodia com a maioria dos brasileiros e, poliglota, vendia o país na língua do comprador. Segundo: tal crítica é atônita, pois não consegue, por exemplo, compreender a popularidade de Lula nem a imunidade dessa popularidade contra os escândalos e as tolices que o presidente Luiz Ignorantácio da Silva fala todo dia, as quais, aliás, até fazem aumentar essa "incompreensível" popularidade. E jamais hão de entender enquanto não acordarem para o fato de que a esmagadora e esmagada maioria deste país é feita de pobres e marginalizados. Explico. Anotem aí os atrasados em economia política!: Lula tem popularidade alta por ter concretizado uma obra muito simples, porém gigantesca, realmente nunca antes feita na História deste país: colocar o salário mínimo em patamares nunca dantes navegados. A maioria dos habitantes desta pobre rica nação lhe serão eternamente gratos por isso, pode acreditar. Lula elevou o salário mínimo de U$60,00 para, neste exato momento, U$212,00. Um aumento de 250%. Tá bom para você? Enquanto isso, os críticos de Lula acham que é a bolsa família que lhe dá sustentação eleitoral e política. Vão pensando! É gente assalariada e dinâmica que banca Lula, não gente prostrada e que vive de esmola. Acorda, otário! Terceiro, ela é ressentida. Fica para morrer com a inserção e prestígio internacionais de Lula, sem falar na autonomia e independência mostrada pelo sapo barbudo diante dos outros líderes nacionais. Quanta diferença entre a postura internacional dos presidentes anteriores - como a de FHC na OEA na época do ataque às Torres Gêmeas e ao Pentágono, quando submeteu o Brasil a todas às veleidades dos Estados Unidos - e a de Lula, como na recente cúpula das Américas: "eu gosto de respeitar todo mundo e acho bom que as pessoas nos respeitem"; Esse pessoal fica para morrer vendo Lula sentando ao lado da rainha da Inglaterra, sem saber que Lula sentou perto de Sua Magestade por questão protocolar, por ser o mais velho daqueles líderes, mas nem se lembra que Fernando Henrique Cardoso invadiu os aposentos de Sua Magestade, veja só. Quarto, essa crítica é extremamente reacionária e provinciana. As elites cucarachas brasileñas odeiam Chaves, Fidel, Evo Morales tanto quanto abominam o bom relacionamento que Lula mantém com esses líderes. Por quê? Será que elas querem mesmo defender o povo cubano, o povo venezuelano e o povo boliviano de injustiças e das opressões? Fala sério, libertadores da América! Como, se instigaram Lula a invadir a Bolívia por causa da nacionalização das refinarias da Petrobrás? Se gostassem mesmo de povo estrangeiro, esses críticos de Lula demonstrariam, antes, algum tipo de afeição ao próprio povo brasileiro. No entanto, odeiam-no! ODEIAM-NO! Acham que estão acima dele, quando apenas estão "em cima dele". Na verdade, odeiam tudo o que lembra o povo. Não andam de ônibus nem debaixo de cacete. Quinto, é uma crítica extremamente hipócrita e moralista. Não preciso ir longe para demonstrar isso. Aqui no Estado tem um político do PSDB, o Luiz Paulo Velloso Lucas, muito metido a inteligente e a besta, que adora dar lição de moral em Lula. Então. Ele também foi flagrado no escândalo das passagens aéreas. Pagou passagem para a mulher Suely Chieppe a Paris com o nosso dinheiro. Logo ela, que é das famílias mais ricas do Estado, herdeira da Viação Águia Branca. Tem condições financeiras - mas não morais, pelo visto - de não apenas pagar as passagens mas de comprar o próprio avião que paris no Aeroporto de Parío, digo, que os pariu no Aeroporto de Paris. Chega! Por aí vai... Lula, vai ver se estou numa esquina de Brasília, vai!
Quinta-feira, 16 de Abril de 2009
Segura, que tem coisas que você só ouve aqui no blog kálido.
1. Pelo Colarinho
Fiquei uma arara com a resposta do governador de Santa Catarina sobre o projeto de desmatamento batizado de Código Estadual do Meio Ambiente (veja post logo abaixo), aprovado pela Assembléia Legislativa e sancionado por Sua insolência. Ele disse: "Nós temos que escolher. Nós queremos lavouras ou favelas?"
Nessa frase está encerrada toda a sem-vergonhice e a safadeza do político brasileiro. No caso, o infeliz governante de Santa Catarina usa os pobres para justificar a destruição da natureza e defender os interesses mesquinhos dos produtores rurais. Filho da mãe. Se desmatamento fosse sinônimo de lavoura e antônimo de favelas, não existiria um só mocambo no Brasil.
Não seria o hora de alguém do povo pegar o ilustre mandatário pelo que ele tem de mais limpo e branco que é o colarinho e dizer na cara de Sua Indecência:
AGORA, SE DEPOIS DISSO, APARECER UM BARRACO SEQUER EM QUALQUER CIDADE DESTE ESTADO, VOSSA INDECÊNCIA TERÁ QUE REPLANTAR UMA A UMA TODAS AS ÁRVORES QUE MANDOU DERRUBAR, TÁ BOM ASSIM PARA VOSSA EXCRECÊNCIA? 2. Política impostora Leitor, deixe-me falar agora uma coisa que você não vai ouvir de nenhum economista, pois todos os economistas que você ouve são economistas do sistema, do tipo Míriam Leitão, que não entendem o que dizem ou não dizem o que entendem. É o seguinte... anote aí, que não cai nem no vestibular e nem no Nem, digo, nem no Enem. A redução de impostos que Lula e vários governantes mundo afora estão oferecendo por conta da crise não é a causa da redução dos preços das mercadoria alcançadas pela renúncia tributária. Essas reduções de preços são tipicas de toda época de crise. Toda crise capitalista se reduz a: aumento de juros, queda de preços, excesso de produtos no mercado, redução do lucro e falências. Veja você que os preços dos produtos de setores não atingidos pelas concessões tributárias caem do mesmo jeito. Por que então o governo reduz os impostos? Para compensar a queda do lucro ou diminuir o prejuízo dos empresários, bobão! Ou você acha que o Estado burguês não iria ajudar os burgueses na crise? Fala sério. É a transferência dos prejuízos do setor privado para o setor público e o enfraquecimento do Estado quando o povo mais precisa dele. 3. O político burro e os motoboys Agora fala brincando. Esse vídeo aí do personagem motoby Jackson Five que apareceu no Programa do Jô é impagável, mesmo com redução dos impostos. Pode ver que eu garanto diversão. Ri três dias sem parar. Coloquei aqui em homenagem à burrice dos deputados brasileiros que querem fazer uma lei proibindo os motoqueiros de circularem entre os carros. Os caras não são umas antas? apaputataquequepariu. Por que alguém iria comprar uma moto se não for para andar mais rápido no trânsito? Se eles são muito safados, são muito mais estúpidos ainda. Não demora, eles enfiam esse projeto no rabo. De tão burros, ainda não descobriram que são paus mandados também da indústria motociclística, e não apenas da indústria automobilística. Asssista! Genial!
A crise segue firme, solene e insolente, não dando a menor bola aos economistas nem aos presidentes das repúblicas federativas do capitalismo, sejam os das centrais, como Obama, sejam os das periféricas, como Lula.
Falências, encalhe da produção, desemprego e despejos. Trabalhadores jogados nas sarjetas e dinheiro público jogados no ralo.
A crise ainda não entrou em crise. É a única coisa que progride atualmente.
Quarta-feira, 15 de Abril de 2009
Legislando na chuva. Tem essa agora do povo catarinense aprovar, através de seus ilustres representantes na Assembléia Legislativa, o novo Código Estadual do Meio Ambiente, reduzindo para uma beiradinha de 5m a faixa de proteção de rios e mananciais hídricos. O Código Florestal Brasileiro prevê uma faixa maior, de 30 metros. O projeto será sancionado por esse lentíssimo senhor, o governador Luiz Henrique da Silveira, favorável ao projeto que atende aos interesses da especulação imobiliária e dos produtores rurais. Tudo por dinheiro.
Não precisa ser ambientalista para saber que 5 metros de mato não protege rio e lagoa de coisa alguma, de nenhuma enxurrada, de nenhuma erosão, de nenhum assoreamento. Fala sério.
Não dá para entender. O povo catarinense não é aquele sobre qual desabou a desgraça das chuvas recentemente? Eles não sabem que a destruição da cobertura vegetal é a principal causa do aumento do poder destrutivo das tempestades e da ocorrência de tragédias? O que eles querem, afinal? Povo insano esse da Vera Fischer, Gustavo Kuerten e Floriano Peixoto.
Meus caros, como dizia Joelmir Beting, aquele pamonha: "a natureza não reage, apenas se vinga". Boa sorte para vocês.
Essa briga entre o homem e a natureza tem que acabar. Que a vida os separe.
Terça-feira, 14 de Abril de 2009
"Veio, enfim, um tempo em que tudo aquilo que,
Trata-se do tempo em que tudo, finalmente,
O mar quis, digo, o Marx observou bem um aspecto do Capitalismo que se verifica de forma patente e inapelável em seu atual estágio de desenvolvimento, independente da crise que assola o globo mundial, digo, o mundo global.
Com a combinação da tendência ao monopólio e à queda da taxa de lucro por causa da concentração de capital e das inovações tecnológicas, as empresas privadas, especialmente as pequenas e médias, e também vendedores autônomos (com força!) se vêem obrigados a lançar mão de todo tipo de artifício para garantir a sobrevivência do negócio e deles próprios: a fraude, o dolo, a falsificação dos produtos, a maquiação, a sonegação de impostos, a venda forçada, o calote, a exploração ilegal e predatória da natureza, o comércio de animais e de gente... enfim o roubo, o estelionato, a destruição da natureza, a extorsão... em todas as suas formas, simples ou complexas.
É nessa esteira que surgem diariamente nas reportagens a adulteração dos combustíveis, a falsificação dos alimentos, das roupas, dos remédios... enfim todo tipo de fraude em produtos e serviços cometidos contra o cidadão tipo eu, tipo você, meu caro leitor, minha cara leitora.
Tudo acompanhado, claro, da famigerada sonegação de impostos, ardil preferido da indústria e do comércio capitalista.
Isso é tão vigoroso e abrangente que estabelece uma situação generalizada de insegurança e fragilidade para todos. E isso não se dá apenas no âmbito do comércio das ruas, das feiras, mercados e shoppings. Já tomou conta do comércio eletrônico da internet faz tempo. O problema da sonegação, por exemplo, tem nos sistema de compra e venda como o e-Bay e Mercado Livre seus melhores campos de ocorrência. Muitas empresas utilizam essas feiras virtuais para burlar o fisco. Sorte a sua se a Receita Federal tem poucos fiscais para interceptar sua compra, geralmente enviada pelos correios sem nota fiscal. Você acabaria pagando a conta.
Digo mais: a situação de falsificação é tão generalizada e característica dessa nossa época que já se assentou nas relações pessoais e sociais, onde os valores humanos são comprados e vendidos feito mercadoria. Nada é autêntico e espontâneo, tudo é passado ao crivo do dinheiro. Estamos impregnados até as entranhas desse modus vivendi. Isso nem é novidade. Faz tempo que o capitalismo submeteu ao seu sistema profano de trocas tudo o que era mais sagrado ao ser humano, como os sentimentos de amor e amizade, as opiniões sinceras, as idéias... como disse Marx na transcrição aí em cima.
Não apenas no Brasil, com suas pílulas anticoncepcionais e medicamentos contra câncer transformados em farinha e leite feito de soda cáustica etc., tipo de coisa que se tornou corriqueira no comércio. Isso acontece no mundo quebrado inteiro. Não viu na China, os caras condenados à morte por causa do escândalo do leite adulterado com melamina, um produto que provocou a morte de seis crianças e afetou outras 300 mil ano passado?
Então. Esse monte de coisa afeta nossa vida da forma mais ampla, danosa e próxima possível. E não adianta reclamar do governo e dos políticos. É todo o sistema que precisa ser posto abaixo.
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Não falo de mim,
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