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Sábado, 4 de Julho de 2009

Se eu tivesse diploma de jornalista e José Sarney fosse meu chegado

Foto: AP

Oi, Sarney! Como vai, rapaz!
Kali, meu velho! Vou mais ou menos. E você, como anda?

Assim, Sarney, ó! Dou um passo, depois dou outro e por aí vou!
Perguntei como você está, cabra!

...ah! Ando correndo muito, Sarney. Vamos logo para a entrevista? E esses escândalos aqui no Senado? O que Vossa Influência tem a dizer para seus eleitores e meus leitores?
Olha Kali, esse negócio sempre existiu por aqui. Vem de há muito tempo. Para você ter uma idéia, olha só quem já foi presidente do senado: Antônio Carlos Magalhães, Jader Barbalho, Edison Lobão, Renan Calheiros, Garibaldi Alves. Viu que time? E porque eu vou ter que pagar o pato?

Não seria porque o povo resolveu apresentar agora a conta e Vossa Inocência está na presidência? Qual o problema?
Que povo, kali? O povo está devidamente pacificado e controlado por Lula e pelo PT. Quem está fazendo esse estardalhaço todo é essa turma que fica o dia inteiro no computador digitando #forasarney, e também a imprensa, claro. Rapaz, como eu me arrependo de ter distribuído aquele montão de concessões de Rádio e TV! Ô pessoalzinho ingrato! É tudo armação para me tirarem do poder porque o PMDB se alulou à lua, digo, se a leoa aleluia, digo, se aliou a Lula. Posso não sair bem na foto, mas do poder é que não saio! Sempre agi assim. Hay oposición, soy gobierno!

Mas a pressão pode aumentar contra Vossa Resistência.
Que nada! Para esse pessoal aí da imprensa e da internet é só Hugo Chaves dizer que o Senado brasileiro é papagaio do governo americano que todos saem em minha defesa e em defesa do Senado.

Mas seus colegas também acusam Vossa Conivência!
Kali, por acaso Vossa Impertinência acha que eles têm algum interesse em consertar alguma coisa por aqui? Faça-me o favor! Eles próprios se beneficiam de tudo isso! Querem apenas me botar de escanteio, só isso. Ou você acha que só eu tenho parente empregado aqui e eles não? Kali, seres humanos não dão em árvore! O único ser humando que dá em árvore é a Jane, do Tarzan. Todo mundo nasce de alguém. É só pegar o DNA dos funcionários que muitos vão dar como parentes os que me acusam. Sua Saliência Renan Calheiros não sustentava uma filha fora do casamento e não tem um filho fantasma aqui? Sua Saliência Fernando Henrique Cardoso, que também foi senador, não mantinha duas filhas, uma fora e outra dentro do casamento? Os meus, pelo menos são todos legítimos, têm linhagem. É tudo uma farsa para me tirar do poder. Tudo cena. Em vez de Senado, deveriam chamar a casa de Cenado. São verdadeiros marimbondos de fogo!

Mas Vossa Inadimplência é dono de uma mansão e não declarou no Imposto de Renda!
E daí? Nunca declarei o Maranhão e nunca ninguém falou nada sobre isso até hoje.

Vossa Intransigência não teme Agripino Maia, Arthur Virgílio...?
Kali, você acha que um pai esperava boa coisa de um filho quando deu a ele o nome de Agripino? Se você tivesse um filho, você daria o nome de Agripino a ele?

Tá doido? Só se o moleque fosse muito safado.
Então, pronto! Por falar nisso, quando é que você vai ter um filho?

Eu tava querendo pegar a Jane, mas não sei subir em árvores e ela anda com as macacas! De qualquer forma, Vossa Permanência não acha que deveria haver uma mudança radical no Senado?
Claro! Deveria haver uma reforma geral nesta casa, sim! E não estou falando de mudar cortinas, não! Tem que mudar os carpetes também! Isso aqui está fedendo. Acho que tem senador urinando pelos cantos.

Tem ainda a senadora Heloísa Helena? Ela também quer Vossa Insistência saia.
Ela quer que eu saia, mas queria que o senador Luiz Estevão ficasse, ora bolas. Dizem que ela deu para ele, mas acho que foi só o voto contra a cassação. Você já viu Heloísa Helena usando roupa de manga comprida?

Não, Sarney. Mas o que isso tem a ver?
É que ela fala pelos cotovelos hahahaha Gostou do xiste?

Ok, Sarney. Agradeço Vossa Eloquência pela entrevista, mas vou ficando por aqui.
Não me diga que você vai ficar aqui nessa merda!

Não, não! Estou falando da conversa. Eu vou é rachar fora mesmo!
Faz bem, Kali. Quem tem que ficar aqui sou eu.

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Kali.

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Sábado, 27 de Junho de 2009

Se eu tivesse diploma de jornalista e Michael Jackson fosse meu amigo

Michael Jackson: The "last interview" - A "última entrevista" com Michael Jackson.

Hi, Mike! How doído you do?
Hei, Kali! Há quanto tempo não te vejo! Desde que veio ao mundo, boy! Realmente estou sentindo algumas dores, mas daqui a pouco my doctor chega. Você é que demorou para chegar! O que aconteceu?

Cara, quase não chego! Eu vinha por seu parque, a "Terra do Nunca". Fiquei quatorze anos lá até me dar conta e a volta. Ainda bem que o tempo não passou tanto assim. Vim para uma entrevista, pode ser?
Of course! stay à vontade, querido! Estou com muita saudade do Brazil. Hoje deve estar better do que quando estive lá, não? Havia um cara escroto, um tal de Sarney. Ainda bem que isso é passado.

Nem tanto, Mike. How do you se sentido às vésperas da nova turnê pelo world?
Puxa, Kali! Você não sabe a ansiedade! Não vejo a hora de tudo começar! Estou morto de vontade de reencontrar meus fãs. Mas preciso controlar essa ansiedade e descansar.

Isso mesmo! Descanse em paz e boa viagem para você. Agora me diga: todos sabem das músicas que você canta. Mas quais você ouve? Quais os grupos de sua preferência?
Oh, Kali! It's so hard falar sobre isso. Eu sempre gostei dos Menudos e do The New Kids on the Block. Na Música Popular Brasileira, eu gostava muito do grupo Dominó. Mas todos esses grupos cresceram, digo, terminaram. Uma pena.

E quanto a Lise Marie? Todos gostariam de saber porque você se separou dela.
Não gosto de tocar nisso, mas foi pelo mesmo motivo que me fez casar com ela: era muito criançona.

Elvis aprovaria esse casamento?
Se Elvis tivesse vivo, eu não me casaria com ela. Eu me casaria com ele hahaha. I love him!

Why você esconde seus filhos das pessoas?
Isso não é verdade. Nãos escondo meus filhos das pessoas. Escondo as pessoas do meus filhos. É diferente.

E quando você pendurou seu caçula na janela do Hotel. Você ficou crazy naquela hora, cara?
Estava só começando a ensinar o passo "moonwalk" para ele. Para fazer esse passo, tem que saber flutuar, tá ligado?

Legal. Eu vou ficando by here. Já está na hora de ir e seu médico está chegando. Obrigado por tudo.
Oh, tudo foi so great! Bye. I See you later!

Kali.

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Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Se eu tivesse diploma de jornalista e Barack Obama fosse estadista

Entrevista kálida com Barack Obama
E aí, Barack? Tudo very well?
Hi, Kali! Tudo right! Como vai?

Não estou indo, Obama! Estou vindo! Difícil chegar aqui!
É mesmo uma shit! Todo americano gosta de pintar a casa de branco e confunde mesmo!

Estou falando da segurança.
Uai? digo, Why? Eu que sou preto cheguei, porque você não poderia chegar? É só ter pá e ciência. Por falar nisso, olha só a sujeira que vc deixou no salão oval! Mas don't worry que eu mando um funcionário branco tapar o buraco e limpar. Vamos lá! Que bons winds o trazem?

Gostaria de fazer uma entrevista com Vossa Excelência. É sóbrio esse negócio do Irã! Pode ser?
Manda aí, guy!

Como presidente dos Estados Unidos, o que tem a falar about o que está acontecendo lá?
Não vou me intrometer. Esse é um problem do people do Irã. São eles que devem escolher o presidente deles, mais ninguém. Para mim, não faz diferença quem seja eleito. Eu não participei das eleições de lá, então não posso falar nem reclamar. Mesmo porque eles também não votaram para presidente dos Estados Unidos para quererem uma opinião minha a respeito. Nesse sentido, eu falando sobre as eleições do Irã e uma cow cagando é a mesma coisa.

Você não acha que houve fraude?
Não, I don't. Lá aconteceu algo parecido com o que aconteceu aqui. O povo votou em massa justamente para evitar uma fraude. Lá, como aqui, também fizeram questão de ficar na fila para garantir um resultado limpo. A diferença é que aqui fizeram isso porque realmente houve fraude, na eleição de Bush.

Tell me, você preferiria conversar com Ahmadinejad ou com Mousavi?
Como I said to you, não faz diferença for me.

Ei, man! Tell me more, tell me more!
Tenho que respeitar a decisão do people iraniano, Kali. Se eles elegessem uma árvore, seria com ela que iria dialogar. E se os republicanos dissessem que eu estaria falando sozinho, eu responderia: "estou falando sozinho, mas à sombra!"

Caramba! Bonito isso, Mr. president! Gostei. E sobre Michael Jackson, tem algo a dizer?
Nada. Para mim, foi um negro que passou em branco.

Valeu, Obama. Dá um pulinho lá no Brazil, cara!
Vou pensar, Kali, mas tenho que resolver muitos problemas por aqui. O capitalismo tá desabando e tá very hard de administrar. Manda um abraço for Lula.

Se ele aparecer por lá, mando sim. It´s mais fácil você abraçá-lo pessoalmente quando ele pintar por aqui.
Haha. You are the cara!

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Kali.

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Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

As eleições do Irã e a classe média do Brasil

Não sabia que as iranianas eram tão bonitas! Alá é Pai! Ou seriam só as eleitoras de Mousavi? Claro que não. É porque a imprensa ocidental só mostra fotos de eleitoras de Mousavi. Não deixa de ser uma forma de sedução para uma causa política.

Mas minha opinião sobre as eleições do Irã é definida, e é a que segue.

O atual conflito representa uma disputa de poder entre as classes médias e as classes trabalhadoras do povo iraniano. A expressão política desse confronto encontra-se na dissidência entre os aiatolás Rafsanjani e Khamenei, politica e respectivamente representados por Mousavi e Ahmadinejad, ou ao contrário, aqueles representando estes, sei lá, pois líderes espirituais sempre estão à frente de algum interesse, de alguma ideologia. Deus sempre foi laranja do homem, pode ter certeza disso. Pobre da nação cujo senhor é Deus.

A imprensa brasileira e a classe média que representa estão francamente favorável ao oposicionista Mousavi, que levanta suspeita de fraude numa eleição em que o vencedor teve mais de 60% dos votos de um colégio eleitoral de 46,2 milhões de eleitores os quais participaram ativa e massivamente do pleito (tipo os americanos em relação à eleição de Obama). A imprensa brasileña que apóia Moussavi é a mesma que mostrou como golpista a esquerda mexicana que também reclamou de fraude nas últimas eleições, nas quais o candidato da Direita venceu com uma diferença de apenas 1% dos votos. Dois pesos e duas notícias.

Sinceramente, não acredito que houve fraude nas eleições. Não a ponto de alterar o resultado final. Ahmadinejad ganhou por uma diferença muito grande, por isso não dá para a oposição apontar o dedo sujo de tinta na cara dele. Ahmadinejah conta com o ódio de Israel e da classe média brasileira por dois motivos. Respectivamente: por que ele só se curva para Meca e porque se parece com Lula e com Chaves no quesito "você é da ralé".

O fato de muitas seções terem mais votantes do que eleitores cadastrados pode ser porque lá, ao contrário daqui, o eleitor pode votar em qualquer lugar. Então, da mesma forma, deve haver seções com menos votantes do que eleitores cadastrados, pela lógica.

E porque eu acho que o resultado expressou realmente a vontade da maioria do povo iraniano, penso também que Mousavi é o responsável pelo que está acontecendo, exatamente por ser irresponsável a ponto de incitar pessoas desarmadas a enfrentar um regime beligerante a troco de uma ilusão, de uma mentira. Um oportunista que coloca pessoas inocentes na linha de tiro apenas por que quer colocar um aiatolá no lugar de outro e um covarde - ele próprio - no lugar de quem, a meu ver, foi legitimamente eleito. Ou ele pensa que Ahmadinejad vai entregar o poder por causa de acusação de fraude, de manifestações de rua e de "revolução pela internet"?

Comovente esse apego, essa paixão, essa piedade, esse amor e essa solidariedade que a classe média brasileira tem pelo povo cubano, pelo povo venezuelano e, agora, pelo povo iraniano. Nossa! Daria até para me convencer, se eu não já soubesse o ódio que ela sente pelo povo brasileiro, expresso, por exemplo, na odiada, odiosa e previsível cantilena semanal de Diogo Mainardi da revista Veja. Argh!

A pobreza política e cultural da arruinada e endividada classe média brasileira é expressão direta de sua pobreza econômica. O pequeno-burguês admira o burguês porque quer um dia ser igual a ele e odeia o proletário por estar a cada dia mais parecido com este.

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Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

A Petrobras e a nova imprensa

 

Aconteceu um fato deveras interessante e importante esta semana na mídia escrita, falada, lida e escutada. Em seu blog Fatos e Dados, a Petrobras publicou perguntas de jornalistas endereçadas à estatal, junto com as respostas, antes mesmo que os jornais o fizessem. Foi o maior olé que se viu desde que Pelé deu aquela volta em Mazurkievsky.

E o que isso significa?

Comecemos pelas questões mais importantes e por ela terminemos.

Primeiro.
Trata-se de uma forma inovadora e bastante eficaz de que se serviu uma instituição pública para se defender da imprensa malsã. Quem acredita que a mídia seja confiável, isenta, imparcial ou não tenha interesses políticos a defender, viu através dessa manobra que a quarta empresa mais respeitada do mundo não pensa dessa forma e ainda ofereceu um instrumento inédito e válido para se proteger do quarto poder. Agora ficou mais difícil a imprensa manipular os fatos e as fontes. Só está chiando porque realmente perdeu uma margem de manobra para fazer valer seus interesses e suas más intenções.

Esse recurso já está sendo usado. Vejam aqui no Luis Nassif On Line a forma brilhante, polida e educada com que o assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, mandou a Veja e Diogo Mainardi tomarem no cu, utilizando o mesmo método.

Segundo.
A Petrobras nos apresenta a "meta-imprensa" - a "imprensa da imprensa". Prazer. E isso só foi possível graças à senhora INTERNET que permite a "para-imprensa", a "imprensa paralela" ou a "imprensa de cada um", a verdadeira liberdade de imprensa, expressa nos milhares de blogs, posts e paginas espalhadas pela rede mundial de computadores que permite a pessoas humildes e simples como eu ;) manifestar e publicar a própria opinião sobre tudo, sem serem jornalistas e sem precisar da tutela dos jornais, rádios e tvs que até então detinham o monopólio da informação porque detinham a exclusividade da publicação. Isso é muito valioso. É a democratização da comunicação. Que perdure para sempre, amém. Ferramentas como Blogger, Twitter, Orkut, Myspace, Flickr, Youtube etc. vieram para dar a cada um um pouco do poder que só a imprensa possuía. Agora, até a Petrobras é imprensa e tem seu próprio "jornal", o blog Fatos e Dados. E fez bom uso dele. O meu é o blog kálido, como podem ver :)

Terceiro.
Essa iniciativa permite ver as reais intenções de um veículo de comunicação na abordagem de um tema e na publicação de uma matéria, oculto pela edição antes da publicação. A Petrobras nos brindou com o "making of da imprensa".

Vamos praticar um pouco.

Há poucos dias, o jornal A Gazeta aqui de Vitória promoveu um fórum para ouvir a opinião dos leitores sobre o veto do governador Paulo Hartung à lei que proibia o fumo em ambientes públicos. Um leitor (sigilo da fonte :) escreveu dizendo que o governador agiu assim porque não conseguiu reunir condições morais e políticas para impedir a poluição tabagista do cidadão comum enquanto permitia que a Vale e a ArcelorMittal Tubarão jogassem toneladas de partículas sólidas sobre os lares e pulmões capixabas.

Então. Foi publicada. Só que os sacanas suprimiram as palavras "Vale" e "ArcelorMittal", poderosas empresas da mineração e siderurgia e clientes de publicidade do jornal.

Portanto, não fosse este exemplo de "meta-imprensa" e isso não se tornasse público como agora faço, talvez você não entenderia bem porque essas duas empresas poluem impunemente o meio ambiente capixaba há décadas e vão continuar fazendo isso décadas afora por mais que o governo do Estado e o jornal A Gazeta digam combater a poluição.

Se você pensa que um jornal não se vende, que só vende espaço no jornal, saiba que o jornal é o próprio espaço que ele vende. Capitou?

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Terça-feira, 2 de Junho de 2009

Vôo aí e não volto mais.

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Terça-feira, 26 de Maio de 2009

Orgia juvenil

Aqui perto, em Aracruz, teve o caso do vídeo pornográfico feito por estudantes menores. Três meninas e um menino da escola Misael Pinto Netto foram protagonistas de um filme porno-infantil, vê se fode um negócio desse, digo, vê se pode um negócio desse! Parece que há participação de outros dois menores. A mulher que denunciou o caso diz que está sendo ameaçada de morte. A filha dela estuda na mesma escola dos jovens que filmaram as cenas de sexo feitas por eles mesmos.

Segundo a imprensa, foram três vídeos feitos e divulgados por meio de celulares entre os estudantes na própria escola. Agora, os vídeos estão correndo a internet, claro.

O problema é o seguinte. Primeiro, que não há muito o que fazer senão despejar moralismo em cima da fodelança infantil que anda solta em praticamente todo o mundo civilizado nos dias atuais, num crescente. Tem acontecido muito. A novidade talvez seja a divulgação por celulares. Acho que esse negócio de as meninas darem para os meninos e os meninos comerem as meninas se dá por dois motivos. Um, pela chamada "grande conquista feminina" de ir para o mercado de trabalho e ter que abrir mão da vigilância sobre os filhos. Mesmo que elas se sintam culpadas, deveriam dizer em alto e bom tom: "conquistei a minha liberdade e, de quebra, a dos meus filhos!". E pelo visto, não adianta nem um pouco dar a eles celulares para tentar vigiá-los de longe. Dois: embora a gravidez na adolescência esteja ainda acontecendo, o controle humano sobre a concepção e as doenças venéreas tornou o sexo, literalmente, uma brincadeira de criança. O sexo se tornou bananal, digo, banal. Agora, não há retorno. O que era certo se tornou retrógrado, e o que era errado se tornou moderno. O que foi santo um dia tornou-se profano e o que era profano é feito todo santo dia.

Segundo, perde um pouco o foco a campanha eleitoreira de políticos oportunistas como a do senador Magno Malta de combate à pedofilia. Não por perda da importância e da necessidade de campanhas desse tipo, mas pelo desvio da atenção. Ora, se a questão principal é proteger as crianças do sexo, como fica a cara desses impolutos senadores se os próprios petizes se refestelam em orgia e ainda fazem questão de divulgar? Literalmente, é muita sacanagem o que fizeram esses meninos com nossa sociedade tão moralizada, tão pura, tão virtuosa e tão digna!

De qualquer forma, enquanto o impacto da notícia não passa, pode-se adaptar o material da campanha da pedofilia para outros objetivos não menos nobres:

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Quarta-feira, 20 de Maio de 2009

O muro da ignorância

Agora tem esse negócio aí de cercarem as favelas do Rio para se "preservar a natureza". É o governador do Rio, Sérgio Cabral, que está por trás disso. Como é que um político pode estar em cima do muro e atrás dele ao mesmo tempo? Diz que é para impedir a expansão da favela Dona Marta, zona sul. O muro atende pelo nome de "Ecobarreira", para a gente deixar de ser besta. Diz também que é para proteger a floresta do avanço favelístico e - "principalmente" - para "enfrentar o tráfico de drogas e as milícias, impondo limites ao crescimento desordenado". O que os fuzis não conseguiram durante cinqüenta anos, um muro de três metros de altura vai conseguir, claro. Por que não pensaram nisso antes? Vai ver que teve alguém que pensou, mas pode ser que o cara tenha morrido antes de falar, por conta de uma bala perdida. Pelo menos o diabo da bala foi encontrada.

Agora vem minha crítica, dá licença!

Vem o líder comunitário concordando com esse troço, acreditanto de verdade que o negócio vai mesmo proteger o verde das florestas, as aves em festa, o sol a brilhar, a brisa amiga, a fonte que corre ligeira a cantar. Que vai combater a criminalidade, a violência, a pobreza... Fala sério!

O infeliz nem desconfia de que isso é coisa de político pilantra que não tem o menor interesse em acabar com as favelas, com a pobreza, com a violência, nem em proteger a natureza, porque ele não passa de um reles representante de uma classe que vive política e financeiramente às custas dessa mesma pobreza, dessa mesma favela, da violência e da depredação do meio ambiente: a burguesia brasileña. Em português mais claro, não querem mudar nada, não! Querem é manter esse estado de coisas, pois tudo isso é efeito direto do sistema de dominação e exploração do qual não abrem mão.

O idiota do líder comunitário nem desconfia que, se quisessem mesmo acabar ou simplesmente conter o avanço das favelas, a classe dominante e o Estado que ela comanda simplesmente destruiriam os barracos e construiriam prédios suficientemente decentes para um ser humano morar, liberando espaço livre para as crianças brincarem e para a natureza ficar em paz com sua exuberância.

O estúpido, covarde e submisso líder comunitário não sabe que o muro que estão construindo não é para preservar a mata, mas para preservar a própria favela.

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Sexta-feira, 15 de Maio de 2009

Sob o Sol

Muito legal essa imagem, da nave Atlantis passando sob o sol. Foi feita a partir do solo. Usou-se um telescópio com filtro solar, claro, digo, com filtro solar escuro, claro.

Enquanto aqui embaixo, os senadores quebram acordo e instalam uma CPI que não vai dar em nada. Mas quem faz acordo com esses caras?

Kali.

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Quarta-feira, 13 de Maio de 2009

Um fato notável

Show de bola essa camisa, não? Fala sério.

PS: Não sei se notaram - acho que não - mas usei o termo "fato" no sentido indumentário de "roupa", "vestimenta". Desculpe o pedantismo, rubro-negro, vais-caindo, são-paulino e adjacências.

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Domingo, 10 de Maio de 2009

Hitler, nazismo e eugenia.

O post anterior, da suposta entrevista com o nazista Barollo, foi uma forma suástica, digo, sarcástica de falar sobre um assunto sério. Então, devo uma abordagem um pouco mais precisa. Vou fazer isso apenas para esclarecimentos, pois esse tipo de assunto acaba atraindo nazistas e sionistas para o meu blog, vê se pode.

Hitler. Quem não entende de Economia Política e desconhece os fatores que fazem girar a roda da História está condenado a seguir idéias e líderes que, se não levarem para o inferno, não levam a lugar nenhum. E estão condenados a repetir a mesma tragédia ou farsa que essas idéias e esses líderes protagonizaram.

É o caso do nazismo e seu principal expoente, Adolf Hitler.

Usualmente, o nazismo - forma particular de fascimo - é visto como produto de uma mente aloprada de um cabo do exército alemão. Mas o movimento e a ideologia nazistas não podem ser entendidos fora da luta de classes que acontecia na Alemanha na época. Sem a burguesia e a pequeno-burguesia alemãs, não existiria nazismo. O nazismo e as condições de sua existência existiam antes que Hitler começasse a encher as mentes alemães com seus discursos vazios de sentido e a empurrá-las para o desastre previsível.

E sem tais condições, Hitler morreria como um cabo do exército, veja por quê (tirado daqui):

(...)Mas em Agosto de 1914, quando a Alemanha entrou na Primeira Guerra Mundial, alistou-se imediatamente no exército bávaro. (...) O seu cargo, num lugar baixo da hierarquia militar, refletia a sua posição na sociedade quando entrou para o exército. (...) Depois, em Agosto de 1918, recebeu a Cruz de Ferro de Primeira Classe, uma distinção raramente atribuída a não oficiais, até porque Hitler não podia ascender a uma graduação superior, já que não era cidadão alemão. (...)
Hitler foi um homem ignorante, covarde e presunçoso utilizado pela burguesia alemã não só para enganar o povo alemão e utilizá-lo como bucha de canhão no ataque à classes capitalistas concorrentes e à primeira nação comunista da História mas principalmente para salvar a própria pele diante de um movimento revolucionário que tomava corpo. As maiores vítimas do nazismo não foram os judeus, mas os próprios alemães. Se Hitler estivesse vivo e aparecesse hoje em qualquer cidade da Alemanha, os alemães o comeriam vivo, a dentadas. Seus seguidores que se cuidem. Não haverá segunda chance.

Hitler foi um covarde que, em vez de lutar como fizeram as crianças, jovens, adultos e velhos alemães que ele enviou para a frente de batalha, preferiu se enfiar num buraco como fazem os tatus e ditadores do tipo Saddan Hussein quando estão com medo, e cometer suicídio diante da chegada dos russos. E ainda chamou de fracos os que lutaram e tombaram por suas mentiras, por não terem vencido o inimigo. Um verme.

Nazismo. O nazismo representou uma política desesperada de salvamento da burguesia alemã, com o apoio das classes médias, diante da crise internacional e da perigosa organização e mobilização dos trabalhadores rumo ao socialismo, animados pela Revolução Russa. Foi um instrumento político do capitalismo alemão, especialmente o capital industrial, com amplo apoio do capital detentor dos meios de comunicação alemãs. Essas classes viram num militar ignorante, mas extremamente voluntarioso, o fantoche que precisava para aliciar o povo, quebrar as organizações do proletariado alemão, manter o regime de exploração em meio à crise mundial e garantir a própria sobreviência do capitalismo alemão.

O nazismo não pode ser entendido sem a sustentação financeira do partido nazista pela burguesia alemã, da mesma forma que o führer não poderia se movimentar sem um Mercedes Benz. Hitler e seu discurso raivoso contra judeus e comunistas, e suas idéias idiotas sobre eugenia e raça pura escondiam sob o manto da superioridade racial a dominação de uma classe sobre as demais. Longe de buscar a libertação do povo alemão, queria-o como escravo. Longe de tê-lo como povo heróico, queria-o como bucha de canhão, como de fato aconteceu. Vejam essa análise de Trotsky:

A hora do regime fascista chega no momento em que os meios militares-policias "normais" da ditadura burguesa, com a sua capa parlamentar, se tornam insuficientes para manter a sociedade em equilíbrio. Por meio da agência fascista, a burguesia põe em movimento as massas da pequeno-burguesia enfurecida, os bandos de desclassificados, os "lumpen-proletários" desmoralizados, todas essas inumeráveis existências humanas que o próprio capital financeiro levou ao desespero e à fúria. (Leon Trotsky, revolução e contra-revolução na alemanha).
A história de que o nazismo, em pouco anos, acabou com o desemprego na Alemanha e tirou país do buraco para colocá-las as grandes potências do planeta é pura lenda. Trata-se de mascaramento de dados econônicos, muito comum em democracias e mais ainda em governos totalitários. As mulheres deixaram de ser contadas como desempregadas a partir de 1933; Judeus, a partir de 1935, perderam a condição de cidadãos do Reich, não contando mais como desempregados; Mulheres jovens que se casavam eram excluídas dos cálculos; Ao desempregado eram dadas duas opções: ou trabalhar para o governo sob baixíssimos salários ou permanecer segregado da esfera governamental, longe de todas as suas obrigações, mas também vantagens, como saúde, lazer, etc. E quase todo aumento de atividade econômica foi fruto do direcinamento militarista do Estado. O fato é que o Estado alemão, sob a veborrágica administração de Hitler, se endividou até os cabelos. Hitler, que subiu ao poder com a promessa de acabar com a dívida do povo alemão, mais que a duplicou (também tirado daqui).

De qualquer forma, embora procurasse destruir o marxismo, o movimento nazista acabou servindo de confirmação de uma das máximas marxistas: "em seu atual estágio de produção, o capitalismo só se desenvolve gerando forças destrutivas para a humanidade."

Eugenia. Sobre a eugenia, tomada aqui no sentido nazista, ou seja, racismo puro e simples, não há muito o que conversar. É uma cretinice que só atesta a mediocridade de quem, com base nela, se julga o supra-sumo da raça humana. Raça pura é lenda. Não existe. Até porque, com a invasão aliada, as mulheres alemãs e a suposta pureza ariana germânica foi toda "contaminada" pelo esperma de "qualidade inferior" dos exércitos de homens aliados. Não podemos nos esquecer de que os Estados burgueses formam seus exércitos de gente das classes baixas, que nada tem do que os nazi consideram "sangue azul". Do Estado soviético, na época vindo de uma revolução, então nem se fala. Raça pura é o cacete. Raça pura é a própria humanidade com suas diferenciações e etnias. A eugenia não resiste a uma melhor análise. A riqueza genética vem justamente na maior diversidade cromossômica dos indivíduos que se cruzam. A miscigenação é a síntese da antítese :)

De resto, a humanidade já resolveu esse problema desde os primórdios da civilização, quando o homem primitivo proibiu o incesto. O Homem de Neanderthal é mais evoluído que o nazista de Wiesenthal.

No mundo globalizado, unificado e amancebado de hoje, a "pureza racial" só pode ser defendida por uma escória espúria da humanidade.

Desenhos de Belmonte. Aquele que comeu um nazista atrás de um monte.

Kali.

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Segunda-feira, 4 de Maio de 2009

Entrevista

Entrevista fictícia com o economista Ricardo Barollo, assumido líder neonazista brasileiro e acusado de ser o mandante do assassinato de um casal também neonazista, por disputa de poder na organização hitlerista. Segundo informações da internet, Barollo é filiado ao PSDB e funcionário da Camargo Correa, empresa acusada de crime financeiro e corrupção polítca.

Os nazistas queriam dominar o mundo. Os neonazistas também querem?

Ora, se os nazistas queriam dominar o mundo, os neonazistas querem dominar o neo-mundo, obviamente.
E o que vem a ser o neo-mundo?
O mesmo mundo da época de Hitler, só que um pouco mais velho, ou seja, mais novo.
Pode sintetizar a ideologia nazista para os leitores do Blog Kálido?
Basicamente, consiste na aplicação da Lei de Darwin na sociedade humana. Só os mais fortes, de raça pura, sobrevivem. E dominam. Essa é a lei.
Mas hoje em dia a força humana só depende da raça? Não tem os instrumentos, a tecnologia? Por exemplo: um cara fraco, desdentado e feio, pele e osso simplesmente, quase sem recheio, não pode dar um teco num ariano fortão e bonitão e... babau? Aliás, isso está acontecendo muito por aí.
Só acontece porque o Estado é fraco.
Então, se o Estado nazista pereceu, é porque também era fraco e deveria mesmo ser varrido do mapa e da História, segundo a própria lei em que se fundamentava, não?
Você só fala merda! Pergunte algo que preste, rapaz! Temos três Reichs e duas guerras mundiais no sangue para nos orgulhar. E um monte de sangue impuro caído ao chão.
Você vive num país latino. Porque vocês odeiam os latinos?
Quem disse que o nazismo odeia os latinos? Latino é um povo indo-europeu, do mesmo ramo lingüístico e racial do povo germânico, eu não sei onde tu leu que o Nazismo é contra os Latinos. Não preciso nem comentar a relação do III Reich com a Espanha de Franco e a Itália de Mussolini, povos latinos. Se ganhássemos a guerra, nós reservaríamos um lugar de destaque para os povos latinos no III Reich. De acordo com a aptidão racial deles, nós os colocaríamos no quintal da Alemanha para ficarem LATINO caso algum inimigo chegasse perto hahahahaha. Gostou da piada? hahahaha
Não! Vocês não toleram gays nem judeus. Mas Hitler não era filho de judeu e também uma bichona louca?
Tá doido? Hitler não era louco, não! Filho de judeu? Como você pode falar uma desgraça dessa, se até hoje ninguém sabe quem era o pai dele? Mein Kampt!
Desculpa. Ele era no máximo um filho de uma puta, então! Por que você está usando a camisa da seleção alemã de futebol?
Quando soube que seria preso, a primeira coisa em que pensei foi formar um time de brancos na cadeia para jogar contra os negros e mestiços e mostrar a superioridade da raça ariana e, assim, ajudar a propagandear as idéias nazistas.
Talvez não consiga brancos suficientes na cadeia para formar um time. Independente disso, acredita mesmo que um time de bandidos brancos pode derrotar um time de bandidos miscigenados?
Realmente, não! Mas se a gente repetir mil vezes que ganhamos, isso se torna verdade, bobão! Você é da imprensa e não sabe disso? Fala sério!
Vocês que são envolvidos com essas coisas de antropometria, características genéticas e raciais, o que é maior: o rabo de um nazista branquelo ou a genitália de um negão delinquente?(*)
Não vou responder a isso, não, sub-raça! Ai, Hitler!

(*) Reeditado por que eu havia usado palavras de baixo colhão, digo, baixo calão.

Kali.

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Sábado, 2 de Maio de 2009

Mataram a pintora

Foi enforcada ontem, 1º de maio, no Irã, Delara Darabi, 23 anos, pintora. A história, resumida, é a seguinte: em 2005, então com 17 anos, ela teria matado a prima de 58 (ou 56) anos de idade com uma facada. Desde então estava presa. Respondia também por furto na casa da prima morta e por relacionamento sexual com o namorado Amir Hossain, de 19 anos de idade. Pelo furto e pela relação com o namorado, cumpriu 3 anos de cadeia e recebeu, em público, 50 chicotadas pelo furto e mais 20 pelas relações amorosas proibidas. Delara Darabi nega ter matado a prima. Teria assumido a culpa para livrar o namorado da pena de morte e por achar que fosse ininputável por ter 17 anos. Não era. No Irã, a responsabilidade criminal começa aos quinze anos para os homens e aos nove para as mulheres. Foi condenada à morte em 2007. No processo, houve um laudo pericial afirmando que a punhalada na vítima foi dado por uma pessoa direita, digo, destra. Delara Darabi era canhota. Seu namorado é destro. Outro fato chocante é que ela teria sido denunciada pelo próprio pai. Quando Delara lhe disse que havia apunhalado a prima, ele achou melhor encaminhar a filha à polícia por achar que fazia isso "no interesse da Justiça”, mas hoje se culpa por tê-la entregado às autoridades e por considerá-la inocente. A única salvação para Delara Darabi seria o perdão dos filhos da vítima, aceitando uma indenização do pai de Delara em troca da condenção. Porém uma delas, Hayedeh Amir-Eftekhari, não aceitou perdoar Delara Darabi. Aqui, pinturas de Delara feita na prisão (colaboração de Íris)

Como vocês podem ver, há diversos ingredientes nessa história, de caráter político, jurídico, religioso, sociológico...

Vão dizer agora que o Ahmadinejad, presidente do Irã, é sanguinário e nazista; que ele vem aí e que Lula vai apertar suas mãos sujas de sangue; que o Irã é uma nação bárbara; mas vão dizer também que nos Estados Unidos também tem pena de morte e é um país civilizado; que aqui no Brasil também deveria ter, inclusive que se deveriam reduzir a maioridade penal como no Irã, mas equiparando-a à da mulher de lá, aos nove anos, não à do homem, que é de quinze... por aí vai...

O que eu posso dizer, e garanto, é que esse negócio de pena de morte é coisa da idade da pedra mesmo, da pré-história.

Portanto, totalmente compatível com a violenta e insana sociedade moderna.

Kali.

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Chuva que cai

Chuvendo por aqui.

"..e no céu milhões de nuvens já começam a chorar e a chuva cairá neste mundo pequeno..."

Não vou poder jogar bola ´(

Kali.

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Sábado, 25 de Abril de 2009

Homenagem kálida ao trabalhador, sob inspiração de uma foto da construção do Empire State Building, 1930.

Construção do Empire State Building

Ícaro
Kali

O operário tudo supera.
Constrói sem ter casa,
Planta sem ter terra.
Carrega o mundo sobre seus ombros
Mesmo sem ter sustentação
E alimenta a sociedade
ainda que lhe falte pão.

E quando menos se espera,
Voa sem ter asas,
Quando sob seus pés
Não existe mais chão.

Feliz Dia do Trabalho, meus camaradas!

Kali.

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Terça-feira, 21 de Abril de 2009

A crítica a Lula

Contra Lula, agora tem também esse blogue aí, o brogui do presidente:

 

 

Mesmo que você odeie Lula ou, como eu, vê nele, assim como em Obama, um aliado capitalizado pelas elites - ou elitizado pelo capital, como queira - não perca seu tempo. É lixo puro o site.

Impressiona como as classes média e alta do Brasil conseguem ficar bem abaixo da própria baixeza de Lula ao criticá-lo. Realmente impressiona. Diante das milhares de piadas, de caricaturas, de textos, de denúncias que a gente recebe todo dia dessa turma através de e-mail, blogs, twitter, jornais e todo tipo de mídia - tirando a gozação pura e simples - a impressão que fica mesmo é a de que, perto de tanta cretinice, Lula emerge como gênio. Esse blogue aí, por exemplo, é uma amostra grátis da estupidez de uma crítica que, se não faz aumentar a admiração popular a Lula, a mantém perfeitamente intacta. A coisa funciona assim: quando só há cretinice no maldizer, naturalmente você tende a preservar e até a sobrevalorizar aquele que sofre a crítica. Toda crítica, para ser válida deve estar acima do objeto criticado. É assim que a coisa funciona, meu camarada, não tem jeito.

Pois bem. Façamos então uma breve crítica dessa crítica, que pode servir para quase todas as críticas que vemos, lemos e ouvimos sobre Lula, nos bares, nos lares, nos mares, em todos os lugares, pois são quase todas do mesmo naipe de paus.

Primeiro: ela é carregada que é uma beleza de um asqueroso preconceito contra os trabalhadores, os sindicalistas, os analfabetos e os nordestinos! Meu amigo, nas eleições vencidas por Lula até as pedras sabiam que ele era sindicalista, analfabeto e nordestino. Ele não foi eleito "apesar disso", mas por "causa disso". Acorda, abestalhado! Lula foi eleito porque o povo em geral já estava de saco cheio de diplomados tipo Fernando Henrique, que, intelectual, só fazia burrada, paulista, fodia com a maioria dos brasileiros e, poliglota, vendia o país na língua do comprador.

Segundo: tal crítica é atônita, pois não consegue, por exemplo, compreender a popularidade de Lula nem a imunidade dessa popularidade contra os escândalos e as tolices que o presidente Luiz Ignorantácio da Silva fala todo dia, as quais, aliás, até fazem aumentar essa "incompreensível" popularidade. E jamais hão de entender enquanto não acordarem para o fato de que a esmagadora e esmagada maioria deste país é feita de pobres e marginalizados. Explico. Anotem aí os atrasados em economia política!: Lula tem popularidade alta por ter concretizado uma obra muito simples, porém gigantesca, realmente nunca antes feita na História deste país: colocar o salário mínimo em patamares nunca dantes navegados. A maioria dos habitantes desta pobre rica nação lhe serão eternamente gratos por isso, pode acreditar. Lula elevou o salário mínimo de U$60,00 para, neste exato momento, U$212,00. Um aumento de 250%. Tá bom para você? Enquanto isso, os críticos de Lula acham que é a bolsa família que lhe dá sustentação eleitoral e política. Vão pensando! É gente assalariada e dinâmica que banca Lula, não gente prostrada e que vive de esmola. Acorda, otário!

Terceiro, ela é ressentida. Fica para morrer com a inserção e prestígio internacionais de Lula, sem falar na autonomia e independência mostrada pelo sapo barbudo diante dos outros líderes nacionais. Quanta diferença entre a postura internacional dos presidentes anteriores - como a de FHC na OEA na época do ataque às Torres Gêmeas e ao Pentágono, quando submeteu o Brasil a todas às veleidades dos Estados Unidos - e a de Lula, como na recente cúpula das Américas: "eu gosto de respeitar todo mundo e acho bom que as pessoas nos respeitem"; Esse pessoal fica para morrer vendo Lula sentando ao lado da rainha da Inglaterra, sem saber que Lula sentou perto de Sua Magestade por questão protocolar, por ser o mais velho daqueles líderes, mas nem se lembra que Fernando Henrique Cardoso invadiu os aposentos de Sua Magestade, veja só.

Quarto, essa crítica é extremamente reacionária e provinciana. As elites cucarachas brasileñas odeiam Chaves, Fidel, Evo Morales tanto quanto abominam o bom relacionamento que Lula mantém com esses líderes. Por quê? Será que elas querem mesmo defender o povo cubano, o povo venezuelano e o povo boliviano de injustiças e das opressões? Fala sério, libertadores da América! Como, se instigaram Lula a invadir a Bolívia por causa da nacionalização das refinarias da Petrobrás? Se gostassem mesmo de povo estrangeiro, esses críticos de Lula demonstrariam, antes, algum tipo de afeição ao próprio povo brasileiro. No entanto, odeiam-no! ODEIAM-NO! Acham que estão acima dele, quando apenas estão "em cima dele". Na verdade, odeiam tudo o que lembra o povo. Não andam de ônibus nem debaixo de cacete.

Quinto, é uma crítica extremamente hipócrita e moralista. Não preciso ir longe para demonstrar isso. Aqui no Estado tem um político do PSDB, o Luiz Paulo Velloso Lucas, muito metido a inteligente e a besta, que adora dar lição de moral em Lula. Então. Ele também foi flagrado no escândalo das passagens aéreas. Pagou passagem para a mulher Suely Chieppe a Paris com o nosso dinheiro. Logo ela, que é das famílias mais ricas do Estado, herdeira da Viação Águia Branca. Tem condições financeiras - mas não morais, pelo visto - de não apenas pagar as passagens mas de comprar o próprio avião que paris no Aeroporto de Parío, digo, que os pariu no Aeroporto de Paris.

Chega! Por aí vai...

Lula, vai ver se estou numa esquina de Brasília, vai!

Kali.

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Quinta-feira, 16 de Abril de 2009

O político desmatador, o político condescendente, o politico burro e o motoboy

Segura, que tem coisas que você só ouve aqui no blog kálido.

1. Pelo Colarinho

Fiquei uma arara com a resposta do governador de Santa Catarina sobre o projeto de desmatamento batizado de Código Estadual do Meio Ambiente (veja post logo abaixo), aprovado pela Assembléia Legislativa e sancionado por Sua insolência. Ele disse: "Nós temos que escolher. Nós queremos lavouras ou favelas?"

Nessa frase está encerrada toda a sem-vergonhice e a safadeza do político brasileiro. No caso, o infeliz governante de Santa Catarina usa os pobres para justificar a destruição da natureza e defender os interesses mesquinhos dos produtores rurais. Filho da mãe. Se desmatamento fosse sinônimo de lavoura e antônimo de favelas, não existiria um só mocambo no Brasil.

Não seria o hora de alguém do povo pegar o ilustre mandatário pelo que ele tem de mais limpo e branco que é o colarinho e dizer na cara de Sua Indecência:

OLHA AQUI, MEU CAMARADA! SE É O FATO DE VOSSA INCONSEQUÊNCIA TER AUTORIZADO O DESMATAMENTO DAS MARGENS DOS RIOS, NASCENTES E LAGOS QUE VAI DECRETAR O FIM DAS FAVELAS NESTE ESTADO, ENTÃO VOSSA INDECÊNCIA ESTÁ LIVRE PARA ORDENAR O DESMATAMENTO COMPLETO DE TODAS AS MATAS CILIARES DE SANTA CATARINA!

AGORA, SE DEPOIS DISSO, APARECER UM BARRACO SEQUER EM QUALQUER CIDADE DESTE ESTADO, VOSSA INDECÊNCIA TERÁ QUE REPLANTAR UMA A UMA TODAS AS ÁRVORES QUE MANDOU DERRUBAR, TÁ BOM ASSIM PARA VOSSA EXCRECÊNCIA?


artshopping

2. Política impostora

Leitor, deixe-me falar agora uma coisa que você não vai ouvir de nenhum economista, pois todos os economistas que você ouve são economistas do sistema, do tipo Míriam Leitão, que não entendem o que dizem ou não dizem o que entendem.

É o seguinte... anote aí, que não cai nem no vestibular e nem no Nem, digo, nem no Enem.

A redução de impostos que Lula e vários governantes mundo afora estão oferecendo por conta da crise não é a causa da redução dos preços das mercadoria alcançadas pela renúncia tributária.

Essas reduções de preços são tipicas de toda época de crise. Toda crise capitalista se reduz a: aumento de juros, queda de preços, excesso de produtos no mercado, redução do lucro e falências. Veja você que os preços dos produtos de setores não atingidos pelas concessões tributárias caem do mesmo jeito.

Por que então o governo reduz os impostos?

Para compensar a queda do lucro ou diminuir o prejuízo dos empresários, bobão! Ou você acha que o Estado burguês não iria ajudar os burgueses na crise? Fala sério. É a transferência dos prejuízos do setor privado para o setor público e o enfraquecimento do Estado quando o povo mais precisa dele.

3. O político burro e os motoboys

Agora fala brincando. Esse vídeo aí do personagem motoby Jackson Five que apareceu no Programa do Jô é impagável, mesmo com redução dos impostos. Pode ver que eu garanto diversão. Ri três dias sem parar. Coloquei aqui em homenagem à burrice dos deputados brasileiros que querem fazer uma lei proibindo os motoqueiros de circularem entre os carros. Os caras não são umas antas? apaputataquequepariu. Por que alguém iria comprar uma moto se não for para andar mais rápido no trânsito? Se eles são muito safados, são muito mais estúpidos ainda.

Não demora, eles enfiam esse projeto no rabo. De tão burros, ainda não descobriram que são paus mandados também da indústria motociclística, e não apenas da indústria automobilística.

Asssista! Genial!

Kali.

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A crise do crescimento e o crescimento da crise.

A crise segue firme, solene e insolente, não dando a menor bola aos economistas nem aos presidentes das repúblicas federativas do capitalismo, sejam os das centrais, como Obama, sejam os das periféricas, como Lula.

Falências, encalhe da produção, desemprego e despejos. Trabalhadores jogados nas sarjetas e dinheiro público jogados no ralo.

A crise ainda não entrou em crise. É a única coisa que progride atualmente.

Kali.

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Quarta-feira, 15 de Abril de 2009

Aguardando a próxima enchente

Legislando na chuva. Tem essa agora do povo catarinense aprovar, através de seus ilustres representantes na Assembléia Legislativa, o novo Código Estadual do Meio Ambiente, reduzindo para uma beiradinha de 5m a faixa de proteção de rios e mananciais hídricos. O Código Florestal Brasileiro prevê uma faixa maior, de 30 metros. O projeto será sancionado por esse lentíssimo senhor, o governador Luiz Henrique da Silveira, favorável ao projeto que atende aos interesses da especulação imobiliária e dos produtores rurais. Tudo por dinheiro.

Não precisa ser ambientalista para saber que 5 metros de mato não protege rio e lagoa de coisa alguma, de nenhuma enxurrada, de nenhuma erosão, de nenhum assoreamento. Fala sério.

Não dá para entender. O povo catarinense não é aquele sobre qual desabou a desgraça das chuvas recentemente? Eles não sabem que a destruição da cobertura vegetal é a principal causa do aumento do poder destrutivo das tempestades e da ocorrência de tragédias? O que eles querem, afinal? Povo insano esse da Vera Fischer, Gustavo Kuerten e Floriano Peixoto.

Meus caros, como dizia Joelmir Beting, aquele pamonha: "a natureza não reage, apenas se vinga". Boa sorte para vocês.

Essa briga entre o homem e a natureza tem que acabar. Que a vida os separe.

Kali.

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Terça-feira, 14 de Abril de 2009

Fraudes, farsas e sonegações.

"Veio, enfim, um tempo em que tudo aquilo que,
antigamente, os homens consideravam inalienável
tornou-se objeto de troca, de tráfico, podendo alienar-se.
Trata-se do tempo em que as próprias coisas que, até então
eram transmitidas, porém jamais trocadas, oferecidas,
mas jamais vendidas, conquistadas, mas jamais compradas - virtude,
amor, opinião, ciência, consciência etc.

Trata-se do tempo em que tudo, finalmente,
passa pelo comércio. O tempo da corrupção geral,
da venalidade universal ou, para expressá-lo
em termos de economia política, o tempo em que todas
as coisas morais ou físicas, tornando-se valores vendáveis,
devem ser levadas ao mercado para que se aprecie
o seu mais justo valor." (Karl Mark, Miséria da Filosofia).

O mar quis, digo, o Marx observou bem um aspecto do Capitalismo que se verifica de forma patente e inapelável em seu atual estágio de desenvolvimento, independente da crise que assola o globo mundial, digo, o mundo global.

Com a combinação da tendência ao monopólio e à queda da taxa de lucro por causa da concentração de capital e das inovações tecnológicas, as empresas privadas, especialmente as pequenas e médias, e também vendedores autônomos (com força!) se vêem obrigados a lançar mão de todo tipo de artifício para garantir a sobrevivência do negócio e deles próprios: a fraude, o dolo, a falsificação dos produtos, a maquiação, a sonegação de impostos, a venda forçada, o calote, a exploração ilegal e predatória da natureza, o comércio de animais e de gente... enfim o roubo, o estelionato, a destruição da natureza, a extorsão... em todas as suas formas, simples ou complexas.

É nessa esteira que surgem diariamente nas reportagens a adulteração dos combustíveis, a falsificação dos alimentos, das roupas, dos remédios... enfim todo tipo de fraude em produtos e serviços cometidos contra o cidadão tipo eu, tipo você, meu caro leitor, minha cara leitora.

Tudo acompanhado, claro, da famigerada sonegação de impostos, ardil preferido da indústria e do comércio capitalista.

Isso é tão vigoroso e abrangente que estabelece uma situação generalizada de insegurança e fragilidade para todos. E isso não se dá apenas no âmbito do comércio das ruas, das feiras, mercados e shoppings. Já tomou conta do comércio eletrônico da internet faz tempo. O problema da sonegação, por exemplo, tem nos sistema de compra e venda como o e-Bay e Mercado Livre seus melhores campos de ocorrência. Muitas empresas utilizam essas feiras virtuais para burlar o fisco. Sorte a sua se a Receita Federal tem poucos fiscais para interceptar sua compra, geralmente enviada pelos correios sem nota fiscal. Você acabaria pagando a conta.

Digo mais: a situação de falsificação é tão generalizada e característica dessa nossa época que já se assentou nas relações pessoais e sociais, onde os valores humanos são comprados e vendidos feito mercadoria. Nada é autêntico e espontâneo, tudo é passado ao crivo do dinheiro. Estamos impregnados até as entranhas desse modus vivendi. Isso nem é novidade. Faz tempo que o capitalismo submeteu ao seu sistema profano de trocas tudo o que era mais sagrado ao ser humano, como os sentimentos de amor e amizade, as opiniões sinceras, as idéias... como disse Marx na transcrição aí em cima.

Não apenas no Brasil, com suas pílulas anticoncepcionais e medicamentos contra câncer transformados em farinha e leite feito de soda cáustica etc., tipo de coisa que se tornou corriqueira no comércio. Isso acontece no mundo quebrado inteiro. Não viu na China, os caras condenados à morte por causa do escândalo do leite adulterado com melamina, um produto que provocou a morte de seis crianças e afetou outras 300 mil ano passado?

Então. Esse monte de coisa afeta nossa vida da forma mais ampla, danosa e próxima possível. E não adianta reclamar do governo e dos políticos. É todo o sistema que precisa ser posto abaixo.

Kali.

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Não falo de mim,
mas do mundo,
bem mais importante
e interessante.
Quiçá, mais bonito :Þ

 

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2.5 Brasil License
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