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terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Assentada a poeira da festa rubro-negra, da porradaria coxa-branca e do monte de asneiras ditas e ouvidas, escritas e lidas, mostradas e vistas nas rádios, tevês, revistas e jornais nacionais, trago para vocês uma análise mais objetiva do Campeonato Brasileiro 2009. Seguinte. O Brasileirão deste ano não foi decidido exatamente no campo. Tampouco pelo time que ganhou. Foi decidido pelos que perderam, com a participação muito especial de uma figurinha bastante conhecida, Vanderlei Luxemburgo. Vajamos. 7ª rodada, 19/06/2009. O técnico Muricy Ramalho é demitido do São Paulo. Nessa hora, o tricampeão São Paulo estava em 12º lugar, perdia para o Corínthians por 3 x 1 e não mostrava sinais de vida. Na rodada seguinte cairia para a 16ª posição. 6ª rodada, 27/06/2009, uma semana depois: Vanderlei Luxemburgo é demitido do Palmeiras com a desculpa do presidente troglodita do clube de que o técnico havia extrapolado suas funções de treinador. Na verdade, o Palmeiras estava apenas abrindo espaço para a contratação de Muricy, seu sonho de consumo. Naquele momento, o Verdão estava em 4º lugar, caindo para 5º no dia seguinte, sem o técnico Luxemburgo. 21/07/2009, véspera da 13ª rodada: Muricy Ramalho é contratado pelo Palmeiras. Três dias atrás, Luxemburgo era contratado pelo Santos. Esses fatos tiveram um peso fundamental na disputa. A partir deles é que a coisa se desenha. Minha tese, pautada na vaidade dos homens e dos técnicos de futebol é a que segue, dois pontos. Luxemburgo no Santos não tinha muitas chances de conquistar o título. O pior para ele não era isso. O pior era ver Muricy sagrar-se campeão brasileiro pela quarta vez consecutiva, e dirigindo o Palmeiras, seu ex-clube. Se Luxemburo e Muricy Ramalho dividem o título de melhor técnico do Brasil, esse resultado iria colocar definitivamente Ramalho no topo e passar Luxemburgo para trás. Aí, o que aconteceu? Impossibilitado de conquistar o título com um time mediano, Vanderley, estrategista que é, tratou de minar a possibilidade de o Palmeiras de fazê-lo. Foi assim que o Santos perdeu TODAS as partidas para os times que disputavam diretamente a liderança com o Palmeiras, desde a 23ª rodada, quando o Palmeiras ocupava o 1º lugar. A começar pelo Corínthians, 1x2, em 02/09/2209. Em seguida, 1x3 para o Atlético-MG, em 26/09/2009. Depois, 3x4 para o São Paulo, em 25/10/2009. A seguir, 1x3 para o Internacional, em 15/11/2009. Mas a partida mais emblemática dessa sabotagem de Luxemburgo contra o Palmeiras de Muricy foi na partida do Santos contra o Flamengo, em 31/10/2009. Nesse dia, o Palmeiras ocupava o 1º lugar e o Flamengo chegou a ocupar o 2º duas rodadas atrás. Era um seríssimo concorrente do Verdão. Pois bem. Foi nesse jogo que o jogador Paulo Henrique Ganso perdeu dois pênaltis. O Flamengo saiu com a vitória de 1x0 e Luxemburgo saiu dizendo que, se houvesse um terceiro pênalti, era Ganso quem bateria, de novo. Bateria porque finalmente ele iria fazer o gol? Não! Exatamente porque iria perdê-lo novamente, combinado? Reparem especialmente na segunda cobrança, quando Ganso atrasa a bola para o goleiro Bruno. O golpe de misericórdia de Luxemburgo contra o Palmeiras que o demitiu e contratou Muricy Ramalho foi a derrota para o Cruzeiro, na última rodada, em 05/12/2009, que tirou o Palmeiras da Libertadores. No mais, o Flamengo foi se beneficiando do ambiente de rivalidade entre os times paulistas e gaúchos, com as vitórias caindo uma a uma no seu colo. Quando precisou mesmo vencer com suas próprias forças e qualidades, mostrou que não as tinha. Barueri e Goiás que o digam. E quanto à postura do Grêmio de levar os reservas ao jogos contra o Flamengo na última rodada para fuder com o Internacional? Ora, nada de anormal, a julgar pelo que dizem dos gaúchos por aí, de que nasceram para abrir as pernas e fuder um com outro.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Marcadores: Arruda
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Apaixonou-se perdidamente
Mas no fundo do coração,
Silencioso, Marcadores: instinto, mulher apaixonada, Paixão
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Diogo Mainardi, esse epistoleiro de escrota figura.
Este post foi feito para mostrar como esse sujeito é previsível e incongruente, como é primário seu raciocínio, obtusa sua lógica e arrogante, vazio, seu pensamento. Ao final, um texto escrito no estilo e na lógica dessa perturbada mente pequeno-burguesa, só para provar como é fácil escrever em seu estilo pseudointeligente. Um texto à la Mainardi para expor sua pobreza de espírito e de raciocínio, seus preconceitos e sua incapacidade de entender o mundo que o cerca e também o ignora, ainda que esse atirador da elite invista todo seu esforço para demonstrar o contário: poder de análise e discernimento da realidade brasileira que ele jamais teve. A motivação veio daqui.
Veja por exemplo como ele aborda a política brasileira. Vamos pegar as próximas eleições presidencias. Ele acha mesmo que basta juntar Serra e Aécio para derrotar Lula. O "arguto" calunista da Veja não consegue entender o fenômeno da popularidade de Lula. Acredita sinceramente que o povo seria tonto o suficiente a ponto de correr o risco de voltar a receber os 60 dólares mensais de salário da época de Fernando Henrique Cardoso para deixar de receber quase trezentos da era Lula, só porque Serra e Aécio fazem a barba, andam bem vestidos e falam melhor do que Lula. Tolinho. Ele acha mesmo que o brasileiro vai acreditar no chavão "Lula é ladrão, Serra não". E, ainda que assim fosse, que os brasileiros pobres, maioria da nação, iriam topar ficar mais pobres por causa disso. Mainardi pensa que os brasileiros estão apenas defendendo Lula. Ainda não conseguiu enxergar que estão defendendo Lula e também o salário que hoje estão recebendo e nunca ganharam na vida. ♫♪ "Diogo Mainardi é um imbecil e ainda não descobriu!" ♪♫.
Depois de dizer que brasileiro é atrasado, mal-educado, não inventa nada, não produz arte, não produz ciência, não entende de medicina, de literatura, não sabe nada, um povo ignorante, estúpido... quer que esse mesmo povo o ajude a derrotar Lula. Manda o povo para o inferno e depois vai ao capeta pedir que eles votem nos seus candidatos. Além de abestalhado, o farsante é muito engraçadinho
Pensa ser mais esperto do que milhões de brasileiros juntos, mas não consegue ser mais lúcido do que suas antas. Além de tudo, pensa ainda que José Serra e Aécio Neves são representantes deles mesmos e não do empresários paulistas e mineiros, e que a vontade de se unirem é mais forte do que a de se devorarem uns aos outros. É, pode ser.
Diogo Mainardi acha também que expressa integralmente o pensamento e os desejos da elite brasileira. Ainda não viu que boa parte dela está unida a Lula. É o bobo da corte. Só seus leitores e admiradores alienados dão bola para as asneiras que escreve. É a corte do bobo.
Diogo Mainardi é um pequeno-burguês reacionário, de idéias ultrapassadas, de discurso tão raivoso quanto rançoso. O mundo mudou e ele ficou preso na idade da Guerra Fria. Vive num mundo de conto de fadas onde se vê como príncipe esclarecido. É o ogro da história. O limite das babaquices que escreve vão além da página que tem na Veja. Parece que suas fontes trabalham contra ele mesmo. Só embarca em denúncia furada, que lhe rende boas "barrigadas" na imprensa. A impressão é de que não o levam a sério, que todos o fazem de bobo. Não precisavam fazer isso. Ele já é.
Uma nova prova da mediocridade de seu pensamento é texto dessa semana na Veja. "O Brasil é um só". "O Brasil é um só" o cacete, cara-pálida! Essa cantilena o povo brasileiro escuta há séculos. Já a conhece bastante. A classe dominante a recita no seu ouvido desde priscas era. Não cai mais nessa história idiota. Você mesmo não diz que tem o Brasil superior, refinado, de que você faz parte, e o resto? Acorda, mané! O Brasil das favelas não é o mesmo das mansões. Enfia esse discurso enganador das classes dominantes pelo ralo a dentro.
Vamos ao texto que prometi. Vejam, através de uma paródia, o que é Diogo Mainardi, em toda a grandeza de sua pequenez (os nomes "Henry Thompson" e "George Hudson" eu inventei, que é para dar um pouco menos de veracidade mainardiana ao texto):
Henry Thompson, escritor americano, conta a história de George Hudson, um rico excêntrico que caçava antas na Amazônia. Ele não acertava um tiro nas antas, mas nunca errava o próprio pé. Os índios que o acompanhavam ficavam sempre do lado da anta e riam do fracassado caçador. Eu sou o George Hudson tupiniquim e Lula é a minha anta. Os índios tupiniquins? Bem, os índios tupiniquins são os índios tupiniquins mesmo. Ficam sempre a favor de Lula e rindo de mim.
Chico Buarque não caça antas, mas é uma fraude. Uma fraude até no nome. Se diz de Holanda, mas nasceu no Brasil, esse país fraudulento. Seus livros sempre dizem a mesma coisa. Como os brasileiros, que nunca inventaram nada. Sei que também sou brasileiro. Por aqui mamãe deu, por aqui Dioguito nasceu. Sei também que sou monótono, que falo só de um tema, que são dois: quando não estou falando do Brasil de Lula, estou falando de Lula do Brasil. A diferença é que eu falo bem. Bem mal.
Mas falo também do PT. O PT está no poder, mas se o mundo se unir contra o PT, o PT acaba. Pronto, fui falar do PT acabei com o PT.
Os índios tupinambás não sabem fazer computadores. Não sei por que razão as ONGs ecológicas e a quadrilha sindical do PT querem preservar essa gente silvícola tão inútil para a humanidade. Talvez por identificação. É assim. Gente embriagada, barulhenta, porca, feia e de pernas curtas se identifica com gente embriagada, barulhenta, porca, feia e de pernas curtas.
Esse mundo e esse pessoal da internet são muito estranhos. De repente me vejo escrevendo num blog. Blog kálido. Realmente, muito estranho. Marcadores: Diogo Mainardi
Como era se esperar, a Universidade Bandeirante decidiu expulsar a aluna Geysi (Geisy?) Arruda. Ela fazia curso de Turismo e, em outubro passado, sofrera assédio dos colegas que estudam e achincalham no próprio campus. Tudo por ela ter ido à faculdade com um vestido curto.
Heitor Pinto Filho, reitor da Uniban, foi candidato a vice de Maluf na eleição de 2002. Isso explica muita coisa.
Mas não tudo. O que explica mesmo a expulsão da garota é o fato de a Uniban ser uma empresa privada que tem por objetivo primeiro dar lucro e não ensino. Essa é sua ética, essa é sua moral, esse é seu Direito, essa é sua justiça. A presença de Geisy passou a ser incômoda porque expunha de forma negativa a imagem da universidsade e isso é fatal para uma empresa no mercado. Sem falar que Geysi passou a ser uma denúncia explícita, quase nua, contra o tipo de formação humana oferecida nas dependências daquela universidade particular.
Fosse uma escola pública, seus dirigentes e seus alunos não seriam tão reacionários. Os primeiros, porque os interesses financeiros não prevaleceriam na análise do fato e na decisão. Os últimos, porque muitos deles não viriam de famílias que dão mais valor ao que as pessoas usam do que ao que pensam, nem estariam revoltados por não poder tomar uma cerveja depois da aula porque tiveram que deixar na bilheteria da faculdade quase todo o dinheiro que seus pais ganham no mês.
A verdade é que a Uniban ficou manchada para sempre com a perseguição de seus alunos a Geysi. E também com sua expulsão, que acabou por dar contornos nítidos, finais e inequívocos do caráter reacionário, atrasado, vergonhoso e inescrupuloso da direção daquela entidade capitalista de ensino.
Dizem que a melhor forma de ensinar é dar exemplos.
Os alunos da Uniban aprenderam bem a lição dos gestores da Uniban. A caça às bruxas voltou, está liberada.
Geysi deveria dar graças a Deus por não ter que ficar para terminar a lição que seus ex-colegas aprenderam. Marcadores: Geysi Arruda, Uniban
Eu me dirigiria à Universidade Bandeirantes, procuraria a professora de Sociologia com quem teria marcado um horário para falar sobre a agressão à aluna do vestido curto, me mandariam aguardar numa sala de aula vazia e lá encontraria o Valmir limpando o chão.
Oi, Valmir! Tudo bem, meu amigo? Há quanto tempo! Bom te ver!
Tudo certo. Batendo uma bolinha de vez em quando. Vim fazer uma entrevista com uma socióloga daqui da Uniban sobre o negócio da agressão à Geyse Arruda, a aluna do vestido curto.
Por quê?
Vou pedir para ela falar sobre o que aconteceu. Tentar explicar a coisa.
Ah, é? Então me explica, que até agora não entendi o que aconteceu. Por que toda aquela confusão por causa de um vestido curto?
Três-meia-zero?
Tudo veado? Mas os caras são musculosos, não parece...
Porra, Valmir, você fala umas coisas... você é muito preconceituoso. Se fossem donzelas, eles não usariam aquelas tatuagens de cabra macho?
A coisa não é assim. Às vezes o cara só quer aparecer, ficar bonito na foto, só isso. Tem gente que acha bonito pintar aquela merda na pele, ué! Aí põe a porra da tatuagem.
Você tá falando muita merda, Valmir. E as meninas? Porque chamariam a outra de puta gratuitamente?
Não pode ser só isso.
Tá bom, Valmir. Acho que a professora não vem mesmo.
Valeu, meu irmão. Aquele abraço.
Sai fora!
Marcadores: histeria coletiva, puta, Uniban, vestido curto
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Além, muito além daquela estrela que azula no universo, nos cafundós dos céus, no quinto dos espaços siderais, havia um planeta que girava e se esquentava em torno de uma bolona de fogo. Esse planeta era chamado Guerra. Tinha esse nome porque seus habitantes viviam guerreando entre si.
Tanto brigavam que os habitantes dos planetas vizinhos falavam para eles, em guerrês: "Puxa vida! vocês vivem em guerra, hein!". E eles respondiam: "Vocês queriam que vivêssemos onde, mané? E vê se não torram a porra do saco!"
Apesar da eterna beligerância, a cada metade de oito anos havia uma trégua. Os jogos de guerra dava lugar à guerra dos jogos. Era o ano das Olimpíadas no planeta Guerra.
Havia os países ricos e os países pobres, e os jogos eram sempre feitos nos países ricos.
Até que um dia uma cidade chamada Riu, ex-capital de um país de segunda, foi a escolhida para sediar os Jogos Olímpicos daquele esquentado planeta. Embora conhecida como "Cidade Espetaculosa", a urbe era coberta de miséria e pobreza por todo lado, de cima a baixo, de fora a fora. Os morros, principalmente, eram tomados de pobres e favelas, como era conhecido o amontoado de barracos onde vivia a pobreza.
O povo todo, tanto os ricos como os pobres, incluindo os remediados, todo mundo ficou muito feliz com a escolha da cidade porque ela seria a primeira de um país mulambento a sediar os jogos em toda a história do planeta Guerra. Assim, foi todo mundo sambar no asfalto.
Acontece que o velho líder dos pobres reuniu o povo todo na praça e falou:
Um rapazote interrompeu o velho líder:
O velho respondeu:
O morador K. Brito ponderou:
Com toda sua experiência, temperança e astúcia, o ancião respondeu:
Um outro rapazote protestou:
O velho, com paciência e ponderação, falou pausadamente:
E assim ficou determinado. Depois de comunicar a decisão ao seu povo, o velho líder escolheu uma criança do sexo masculino como emissário para comunicar a decisão ao prefeito e ao chefe do Comitê Olímpico Nacional.
O garoto dirigiu-se ao Palácio dos Podres Poderes onde se encontravam aquelas autoridades e repassou a decisão do líder dos pobres.
O prefeito voltou-se para o menino:
O menino respondeu:
Naquele ano não houve paz nem Jogos Olímpicos no planeta Guerra. A guerra continuou e ninguém nem reparou. E a cidade chamada Riu nem chorou. Marcadores: jogo olímpicos, Olimpíadas
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
1. Podofilia Mulher é um bicho gostoso, mas muito esquisito. Não sei se foi o preço do calçado que caiu, se o poder de compra que subiu, se é a moda ou simplesmente elas resolveram subir nas tamancas, o fato é que a mulherada deu de andar de salto alto em tudo quanto é hora e lugar. No trabalho, nos bares, nos lares, nos angares, em todos os lugares. Coisa de doida! Antes usado em ocasiões especiais, hoje o salto alto virou pulo de dez em onze mulheres que tropeçam por aí. Cena 1: estou eu indo comprar o jornal na banca da praça onde jurei, um post atrás, não comprar nunca mais uma gazeta nos próximos vinte anos, e eis que me deparo com uma idosa sendo socorrida pelas pessoas, inclusive pela dona da banca, que não vale nada mas eu gosto de você. Não sei se se chamava Terezinha de Jesus, mas o fato é que levou queda e foi ao chão, e chorava de dor, coitada! Um outro idoso é que me chamou a atenção quanto à cauda do zombo, digo, causa do tombo: "pudera! com uma plataforma daquele tamanho!" Não é que a idosa estava andando com uma sandália de plataforma!? Fala sério, vovó! Sena 2 (em homenagem a Sasha): no centro de Vitória, indo para o trabalho, reparo várias mulheres de salto alto pelas ruas. Não é da minha conta, mas como têm coragem de usar salto em vias e calçadas com as de Vitória, onde não dá para andar nem de botas? Só tatu de chuteiras consegue andar à vontade aí. Vocês é que não conhecem! Então. De repente, repouso meu olhar sobre uma menina que caminhava se contorcendo a cada passo, a cada irregularidade no piso. Estava de salto alto, coitada. Outra coisa: o traje e o local não tinha nada a ver com o pisante. Não se iludam, meninas! Homens não entendem de moda, mas não superestimem nossa inguinorança no assunto! Posso assegurar que qualquer um de nós sabe perfeitamente que mochila, camiseta e bermuda não combinam com scarpin preto envernizado e salto alto. Fala sério, mulher errada, digo, mulherada! E lá ia ela, toda torta, tombando para lá e para cá, a cada buraco, a cada fenda, a cada passo em falso, a cadafalso. Meninas, cuidem de seus pés, tornozelos, colunas e do próprio andar. Deixem a vaidade um pouco de lado quando ela não faz bem ou quando ela já não consegue manter vocês descansadas ou mesmo de pé. Não comprem toda idéia e todo sapato bonito que vocês veem pela frente. Se comprá-los, saibam onde usá-los. Na dúvida, poupem tostões e torções. No escuro, todos os gastos são perdas. 2. Pedofilia Tô para dizer que essa campanha contra a pedofilia está levando a uma histeria hipócrita, demagógica e sem sentido. Tem servido para muitos políticos religiosos, pricipalmente evangélicos (vide o senador magna malta, digo, Magno Malta), angariarem votos dos crédulos. Será que esse pessoal defende mesmo as criancinhas? Eu não apostaria nisso, nem de longe. Trago comigo uma sábia advertência: se, à noite, você for assediado por um homem com uma arma na mão, negocie; se o que ele trouxer na mão for uma bíblia, cai fora! Se eles querem mesmo proteger as crianças, porque então não garantem emprego e salário decente a seus pais, evitando que caiam na prostituição? Porque não combatem as causas da pedofilia em vez de ficarem alardeando suas consequências em busca de projeção e popularidade em cima da desgraça dos pequenos? Uma família estruturada não cai na mão de pedófilos sem-vergonhas. Todos estão embarcando nessa onda. Tarados, pervertidos, mal-amados, pastores, padres, delegados, juízes... Esse senador Magno Malta se apresenta à nação como combatente contra a pedofilia. Tudo bem. Mas ele apareceu no escândalo do Senado dando emprego para um músico do seu grupo gospel de merda. Dinheiro do contribuinte. Seduzir, bolinar e estuprar crianças é abjeto, claro. Mas botar no cu dos pais delas pode? Então tá, satanás! Vejam agora esse caso do pai italiano acusado de assediar sua própria filha. Se a questão era proteger a menina, porque o casal que o acusou não vai agora consolá-la de seu desespero de ver o pai preso e de sua aflição de ficar longe dele? Cambada de moralistas hipócritas vagabundos. Odeio essa gente estandarte da moral e dos bons costumes. Marcadores: moralismo, pedofilia, salto alto
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
E aí, Belchior?! Sumido, hein, camarada! Vai uma entrevista?
Como chegou aqui no Uruguai?
Direto?
Junto com a esposa.
Estão falando de você o tempo todo no Brasil, do seu sumiço...
E por que decidiu vir logo para o Uruguai?
E essa roupa que você está usando, esse frio todo?
E vai ficar para sempre por aqui?
Não volta mais para o Brasil?
Esse frio não te faz pensar?
E a que conclusão você chegou?
Fique em paz, Belchior. Eu vou indo. Um abraço cálido.
Obrigado pela entrevista, Belchior! Você responde às perguntas como que por música!
Marcadores: Belchior, entrevista.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Acontece que diariamente eu ia à banca de jornais da pracinha para comprar a gazeta do dia. Bem, eu poderia fazer assinatura do jornal para gastar menos, mas gostava de aproveitar a ida à padaria e ler o jornal pela rua, na volta. Além do mais, eu estava ajudando alguém que trabalhava e nunca li em nenhuma edição a notícia de que eu tinha sido atropelado.
Mas já tinha ouvido falar que a dona da banca era uma piranha que dava para todos os homens do bairro. Isso jamais me incomodou. Eu pagava, ela me tratava com carinho e me dava a única coisa que eu queria dela: o jornal.
Até que um dia eu cheguei com o meu jeito de sempre chegar, estendi a mão com o dinheiro. Nem precisava dizer qual jornal eu queria, ela já sabia. Fiquei aguardando. Ela já ia pegando o tablóide para mim, quando um senhor que eu nunca havia visto por lá, passou sua mão contendo 1 real por cima da minha e pediu a Tribuna. Vocês acreditam que ela largou meu jornal para atender o infeliz?
Bem educado que sou, fiquei na minha, calado em minha ira. O cara ainda comentou alguma coisa com ela sobre e por trás de mim, ao que ela respondeu: "Não esquenta, não! Esse aí é sangue bom!"
Sangue bom o cacete! Meu sangue é A+ e já tive hepatite.
Resumo da história: nunca mais apareci por lá para comprar o jornalzinho da coroa de programa, com todo respeito a quem se prostitui. Como disse ontem mesmo um amigo meu, as prostitutas servem para evitar que as filhas de quem as condena sejam estupradas. Gostei da definição.
Até fiz as contas. Se eu ficar 20 anos sem comprar o jornal dela, como estou pensando, ela vai deixar de receber exatos R$ 11.320,00.
Mas isso é só na hora da raiva. Daqui a pouco eu volto a comprar jornal com ela. Vinte anos não demoram tanto assim :)
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Ana Paula Padrão! Como você está, menina!?
É? Que prêmio?
Jura? Nem acredito! (risos)
Ah, isso é tranquilo! Se você noticiar que eu morri, eu me enterro na mesma hora! Você é uma literal "paulada" na concorrência!
Acho que é porque a mentira é feia, não?
Seu jeans também! (risos) Tudo bem! Vamos lá! Agora é que você vai falar umas verdades! (risos)
Você nasceu no dia de Natal, em Brasília, não é?
Por nada. A entrevista não começou ainda. Foi só para eu saber seu signo. Sagitário. Quando você trabalhou na Globo, você foi escalada para cobrir a guerra do Afeganistão, não foi?
Mas logo você? Não tinham um canhão na redação? (risos)
Boa, boa. E por que você saiu do SBT?
Já pensou em abrir seu próprio jornal? O que você diria de Ana Paula patrão?
Já disseram que você se parece com a Maga Patalójika?
Não.
Não.
Não.
Você enfeitiça.
Beijinho
Marcadores: Ana Paula Padrão, entrevista
Salve, Chico!
Amigo, há quanto tempo!
Posso sentar um pouco?
Para dizer a verdade, estava à toa na vida aí me chamaram para fazer essa entrevista. Agora sou jornalista. E você, como está?
Grande Julinho de Adelaide! Onde você arranjou esse nome?
E conseguiu!
Não! Acho que vou cortar essa sua resposta! (risos)
Temos duas coisas em comum, Chico. Fizemos Arquitetura...
Sei disso! A música e a poesia agradecem o abandono! ...e somos tricolores! Sou branco, de cabelos pretos e a barba ruiva, se deixar crescer, e você é branco, de olhos verdes e cabelos castanhos (risos))
E como andam as peladinhas de sábado à tarde?
E aquela mulher que você pegou no mar?
Tudo bem, Chico. Então vamos mudar de assunto. O Collor está voltando, você viu?
Chico, me diga por que a mídia tanto bate em Lula e ele nem tchum? Continua lá em cima nas pesquisas e o povo apoiando.
Caramba! Que bonito! Isso daria uma música, sabia?
Você se acha tímido?
Chico, para não dizer que não falei de valores, você e Vandré protagonizaram dois embates musicais gigantescos, um em 1966 e outro em 1968. A Banda contra Disparada, depois, Sabiá e Caminhando.
Por falar nisso, Zuza Homem de Mello disse que A Banda havia vencido o festival por 7 a 5 e que você foi até a comissão dizendo que não aceitaria a derrota de Disparada. É vero?.
Quando você e Vandré falam do povo, acho que são visões totalmente diferentes do assunto, apesar de ambos estarem do lado dele.
Acho que você vê o povo de maneira parternalista e Vandré, revolucionária. Seu trabalhador é passivo, o de Vandré, ativo; Seu trabalhador é lírico, o de Vandré, heróico. Você tem uma inveja dessa gente que vai em frente sem nem ter com quem contar; para Vandré, essa gente não é boi, mas boiadeiro laço firme e braço forte de um reino que não tem rei; para você, Pedro pedreiro penseiro fica esperando o trem; para Vandré, esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer. O que você me diz?
Grande Chico!
Marcadores: Chico Buarque, entrevista, festivais, Geraldo Vandré
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Marcadores: Coisas de criança, donald zolan, gravuras
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Boa tarde, Lavínia! Vamos começar a entrevista?
Tudo certo! Então você é uma garota de programa?
O que te fez optar por essa carreira tão dadivosa?(risos)
Não te incomoda ficar dando para qualquer um?
E quando foi que você entrou nessa vida?
Não sei. Você que está dizendo. Vocês que são mulheres que se entendam. Mas esse negócio de toda mulher ser libidinosa está mais para um desejo do homem do que da própria mulher, não?
Lavínia é seu nome verdadeiro?
Porque as garotas de programa têm nome de guerra?
E por que exatamente esse nome? Tem algum significado?
E qual o seu verdadeiro nome?
E quanto você cobra por programa?
Acabou com a entrevista, sua... fofa!
Marcadores: entrevista, garota de programa
terça-feira, 14 de julho de 2009
Sr. Mainardi, vai uma entrevista para o Blog Kálido?
Um gravador.
Ah, é um blog que eu tenho. Mas não se preocupe, que ninguém lê; e quem lê não comenta; e quem comenta não volta; e quem não volta...
O que você faz da vida, Sr. Mainardi?
Não vejo a Veja, nem leio. Então é lá que o senhor fala mal de tudo e de todos, especialmente do Brasil e dos brasileiros?
Não. O senhor diz que brasileiro é atrasado, mal-educado, não inventa nada, não produz arte, não produz ciência, não entende de medicina, de literatura, não sabe nada, é um povo ignorante, estúpido...
É vedade! Não leio, não vejo, nem escuto. Peguei umas coisas na internet para fazer a entrevista, só isso, Sr. Mainardi. O senhor falou mal até de Santos Dumont, não foi?
Então, de qualquer forma, o senhor admite que ele era bem avoado. O senhor falou mal também do Chico Buarque de Hollanda, recentemente.
Fraude por quê? Porque ele se diz de Holanda e é do Brasil?
É, não tinha reparado. Que nem aquela porcaria do Shakespeare, que só falava de reis e rainhas, não é verdade? Balzac é outro. Sá falava da sociedade parisiente
Rapaz, ainda bem que você nunca falou mal de mim!
Pô, obrigado, Sr. Mainardi! Só um porém: porque o senhor fala mal dos brasileiro sendo brasileiro?
Voltando ao assunto do pau que dá em Chico dá em Francisco, para criticá-lo, o senhor deve ter um obra literária melhor do que a dele, suponho eu, em minha alegre, pura e besta ignorância.
Desculpe, mas que obra é essa?
Uau! Anta sou eu, que nunca a li, senhor Mainardi. O senhor é um gênio da literatura brasileira!
Desculpe. De que forma o senhor quer que eu chame o senhor?
Marcadores: Diogo Mainardi, entrevista
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Fala, FHC! Como anda essa vida de vagabundo, digo, de aposentado?
Eu também, mas gosto também de fazer entrevistas grandiosas. Uma hora eu acho alguém.
Você e Serra formam uma dupla porreta, hein! Você propondo a liberação da maconha e o Serra proibindo fumar em locais públicos. Isso é combinado, não? Fala a verdade!
a crise econômica mundial arrebentou com você, não?
Estou falando das suas idéias, não do seu dinheiro. Socorro do Estado para salvar empresas que iriam salvar a economia, estatização de bancos e de megaempresas. E tudo isso na capital do capitalismo. Pirou o cabeção, né, ô liberal!?
O que você tem a dizer de seu sucessor, o Lula?
Quem faz as perguntas sou eu, mas a minha tese é de que você foi um presidente metido a besta e Lula uma besta metido a presidente. Uma besta presidente é muito mais popular do que um presidente besta, você não acha?
Você pensa em voltar à presidência?
E você acha que conseguiria os votos?
Você acha que a pesquisa sobe a serra, digo, o Serra sobe na pesquisa?
E sua filha fora do casamento? Porque a imprensa, os jornais, ninguém fala sobre isso?
Ok. Eu já estou indo. Obrigado pela entrevista. Tenho uma outra agora. Estou fazendo um conjunto de entrevistas sobre as relações de poder.
Uma garota de programa. Vai ser foda. Tchau. Marcadores: entrevista com fhc, neoliberalismo
Oi, Sarney! Como vai, rapaz!
Assim, Sarney, ó! Dou um passo, depois dou outro e por aí vou!
...ah! Ando correndo muito, Sarney. Vamos logo para a entrevista? E esses escândalos aqui no Senado? O que Vossa Influência tem a dizer para seus eleitores e meus leitores?
Não seria porque o povo resolveu apresentar agora a conta e Vossa Inocência está na presidência? Qual o problema?
Mas a pressão pode aumentar contra Vossa Resistência.
Mas seus colegas também acusam Vossa Conivência!
Mas Vossa Inadimplência é dono de uma mansão e não declarou no Imposto de Renda!
Vossa Intransigência não teme Agripino Maia, Arthur Virgílio...?
Tá doido? Só se o moleque fosse muito safado.
Eu tava querendo pegar a Jane, mas não sei subir em árvores e ela anda com as macacas! De qualquer forma, Vossa Permanência não acha que deveria haver uma mudança radical no Senado?
Tem ainda a senadora Heloísa Helena? Ela também quer Vossa Insistência saia.
Não, Sarney. Mas o que isso tem a ver?
Ok, Sarney. Agradeço Vossa Eloquência pela entrevista, mas vou ficando por aqui.
Não, não! Estou falando da conversa. Eu vou é rachar fora mesmo!
Marcadores: entrevista, escândalos do senado., José Sarney
Hi, Mike! How doído you do?
Cara, quase não chego! Eu vinha por seu parque, a "Terra do Nunca". Fiquei quatorze anos lá até me dar conta e a volta. Ainda bem que o tempo não passou tanto assim. Vim para uma entrevista, pode ser?
Nem tanto, Mike. How do you se sentido às vésperas da nova turnê pelo world?
Isso mesmo! Descanse em paz e boa viagem para você. Agora me diga: todos sabem das músicas que você canta. Mas quais você ouve? Quais os grupos de sua preferência?
E quanto a Lise Marie? Todos gostariam de saber porque você se separou dela.
Elvis aprovaria esse casamento?
Why você esconde seus filhos das pessoas?
E quando você pendurou seu caçula na janela do Hotel. Você ficou crazy naquela hora, cara?
Legal. Eu vou ficando by here. Já está na hora de ir e seu médico está chegando. Obrigado por tudo.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Não estou indo, Obama! Estou vindo! Difícil chegar aqui!
Estou falando da segurança.
Gostaria de fazer uma entrevista com Vossa Excelência. É sóbrio esse negócio do Irã! Pode ser?
Como presidente dos Estados Unidos, o que tem a falar about o que está acontecendo lá?
Você não acha que houve fraude?
Tell me, você preferiria conversar com Ahmadinejad ou com Mousavi?
Ei, man! Tell me more, tell me more!
Caramba! Bonito isso, Mr. president! Gostei. E sobre Michael Jackson, tem algo a dizer?
Valeu, Obama. Dá um pulinho lá no Brazil, cara!
Se ele aparecer por lá, mando sim. It´s mais fácil você abraçá-lo pessoalmente quando ele pintar por aqui.
Marcadores: Barack Obama, elections., interview, Iran
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Mas minha opinião sobre as eleições do Irã é definida, e é a que segue.
O atual conflito representa uma disputa de poder entre as classes médias e as classes trabalhadoras do povo iraniano. A expressão política desse confronto encontra-se na dissidência entre os aiatolás Rafsanjani e Khamenei, politica e respectivamente representados por Mousavi e Ahmadinejad, ou ao contrário, aqueles representando estes, sei lá, pois líderes espirituais sempre estão à frente de algum interesse, de alguma ideologia. Deus sempre foi laranja do homem, pode ter certeza disso. Pobre da nação cujo senhor é Deus.
A imprensa brasileira e a classe média que representa estão francamente favorável ao oposicionista Mousavi, que levanta suspeita de fraude numa eleição em que o vencedor teve mais de 60% dos votos de um colégio eleitoral de 46,2 milhões de eleitores os quais participaram ativa e massivamente do pleito (tipo os americanos em relação à eleição de Obama). A imprensa brasileña que apóia Moussavi é a mesma que mostrou como golpista a esquerda mexicana que também reclamou de fraude nas últimas eleições, nas quais o candidato da Direita venceu com uma diferença de apenas 1% dos votos. Dois pesos e duas notícias.
Sinceramente, não acredito que houve fraude nas eleições. Não a ponto de alterar o resultado final. Ahmadinejad ganhou por uma diferença muito grande, por isso não dá para a oposição apontar o dedo sujo de tinta na cara dele. Ahmadinejah conta com o ódio de Israel e da classe média brasileira por dois motivos. Respectivamente: por que ele só se curva para Meca e porque se parece com Lula e com Chaves no quesito "você é da ralé".
O fato de muitas seções terem mais votantes do que eleitores cadastrados pode ser porque lá, ao contrário daqui, o eleitor pode votar em qualquer lugar. Então, da mesma forma, deve haver seções com menos votantes do que eleitores cadastrados, pela lógica.
E porque eu acho que o resultado expressou realmente a vontade da maioria do povo iraniano, penso também que Mousavi é o responsável pelo que está acontecendo, exatamente por ser irresponsável a ponto de incitar pessoas desarmadas a enfrentar um regime beligerante a troco de uma ilusão, de uma mentira. Um oportunista que coloca pessoas inocentes na linha de tiro apenas por que quer colocar um aiatolá no lugar de outro e um covarde - ele próprio - no lugar de quem, a meu ver, foi legitimamente eleito. Ou ele pensa que Ahmadinejad vai entregar o poder por causa de acusação de fraude, de manifestações de rua e de "revolução pela internet"?
Comovente esse apego, essa paixão, essa piedade, esse amor e essa solidariedade que a classe média brasileira tem pelo povo cubano, pelo povo venezuelano e, agora, pelo povo iraniano. Nossa! Daria até para me convencer, se eu não já soubesse o ódio que ela sente pelo povo brasileiro, expresso, por exemplo, na odiada, odiosa e previsível cantilena semanal de Diogo Mainardi da revista Veja. Argh!
A pobreza política e cultural da arruinada e endividada classe média brasileira é expressão direta de sua pobreza econômica. O pequeno-burguês admira o burguês porque quer um dia ser igual a ele e odeia o proletário por estar a cada dia mais parecido com este. Marcadores: Ahmadinejad, eleições no Irã, manifestações, Mousavi
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Não falo de mim,
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nos cartões abaixo para ver os diálogos. imagens: Kim Anderson textos: kali
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