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segunda-feira, 27 de agosto de 2007
Agora no Blogger você pode adicionar vídeo! Muito bom! Cada vez melhor esse blogger.com. O Blogger americano, não o brasileiro da Globo, .com.br, bem chimfim e mesquinho. 10 MB de espaço. Falai sério, lobos Marinho. Acontece que hoje vou dizer algumas coisas de uma empresa bastante conhecida dos capixabas e dos brasileiros. Uma das maiores empresas do mundo. Claro, pois a maior parte das riquezas minerais deste Brasilzão está nas garras, digo, nas mãos dessa empresa que não é privada de nada dos recursos minerais que existem no subsolo pátrio. Se você pensou na Vale do Rio, doce para você. Mas não vou falar de questões técnicas, administrativas ou geofágicos (relativo à geofagia, hábito de comer terra, muito peculiar à dita cuja). Vou falar, como capixaba, das coisas que me tocam o peito (literalmente) e o coração (lateralmente, lado esquerdo). Aqui na Grande Vitória, todos sofremos com a poluição da Vale, com seu canteiro de exportação instalado na Ponta de Tubarão. Ela e a siderúrgica ArcelorMittal Tubarão, antiga CST, são responsáveis pela emissão da maior parte dos poluentes que caem sobre nossas casas, cabeças e pulmões, peito adentro. Ficam próximas uma da outra, numa posição estratégica para lançarem suas partículas poluentes sobre a Grande Vitória, graças ao vento nordeste predominante. Se Hitler tivesse querido matar toda a população da Região Metropolitana da Grande Vitória com gás mostarda, ele instalaria a chaminé bem ali. Pegaria em cheio os municípios de Vitória, Vila Velha, Cariacica, Viana e parte da Serra. Não é só isso. Em razão da implantação da Vale e da construção da Estrada de Ferro Vitória-Minas, ocorreu um processo de ocupação desordenada e predatória e de enorme devastação ao longo do Vale do Rio Doce, afetando diretamente o próprio rio, sem falar no massacre das populações indígenas que ocupavam a região, especialmente os índios Aimorés. O fato é que hoje o Rio Doce está morrendo. Se morto ainda não está, com certeza está bastante sujo e anêmico Isso tudo não é nada que destoe de uma sociedade capitalista centrada na exploração do homem e da natureza. O que causa perplexidade é como a sociedade capixaba, o governo, a imprensa e as pessoas toleram esse abuso sob o discurso do pó egresso, digo, do progresso. No caso dos governantes, a coisa funciona mais ou menos como segue. Nas últimas eleições da capital, Vitória, a Vale doou R$ 50 mil para cada um dos dois principais candidatos, César Colnago, do PSDB, e João Coser, do PT. Muito pouco para o que vale a Vale, mas bastante para o que valem os políticos. A Vale devem mandar o dinheiro por um estagiário quando ele sai para comprar pão ou jogar na sena para os engenheiros. É o preço que ela paga não apenas para não ser perturbada, mas também para ser elogiada. Governo e prefeituras da região não se cansam de premiar a Vale e a Arcelor pelas "ações ambientais", em vez de fiscalizar e defender os interesses do povo. Ou os pulmões do povo, pelo menos. Nada. E o povo, por sua vez, lá vão eles com os brônquios cheios de pó encher as urnas de votos. Quanto à imprensa, a coisa funciona mais ou menos da mesma maneira. Em vez de ocupar seus espaços com informação, crítica e análise séria da situação, prefere vendê-lo à Vale para os anúncios de suas iniciativas em favor do meio ambiente desabitado enquanto a outra metade habitada continua sendo poluída. O que a imprensa faz para ludibriar a boa-fé do povo é volta e meia divulgar uma nova monitoração do ar para se saber a origem dos poluentes, como se ninguém soubesse e como se isso jão não tivesse sido feito trintilhões de vezes. Alguém já disse que basta de entender o mundo, é o que interessa é transformá-lo. Com a população a coisa é um pouco diferente. Apesar de sofrer diretamente os males da atividade lucrativa da Vale - leia-se: falta de ar, dor de cabeça, remédios e o escambau - tudo é suportado em nome da veneração ao grande ídolo de ferro: a gigante empresa mineradora privatizada do país. Primeiro, porque ela dá os empregos para gente desesperada por eles. Segundo, porque ainda oferece ganhos significativos a pessoas que jamais pensaram em investir em ações em bolsa de valores, mesmo com a perda de exportação da parte do minério que fica retida nas casas e no peito dos capixabas. A adoração é tanta que eu não duvidaria de as pessoas atenderem ao chamado da Vale para cuspirem pela manhã num contêiner para ela poder exportar também esse resíduo que fica retido na garganta e nos alvéolos pulmonares dos capixabas. Por outro lado, os empregados, que hoje correm muito mais risco de serem demitidos do que antigamente, nos tempos de estatal, tampouco ousam se manifestar contra a poluição da Vale e da ArcelorMittal Tubarão. Aliás, aqui poucas vozes se levantam contra esse absurdo, como a do artista Kléber Galvêas, mas ninguém dá bola. Mas algo de estranho paira no ar além das partículas sólidas emanadas pela Vale do Rio Doce sobre o povo capixaba. Como uma empresa vendida por US$ 3,5 bilhões chega a valer us$ 100 bilhões em tão pouco tempo? "A privatização, claro!", dizem, aduzindo a competência, organização e eficiência das empresas privadas (as que não entram em falência, lógico). "A privatização, realmente!", eu reforçaria. Mas não pelo efeito da eficiência gerencial da iniciativa privada, e sim pelo efeito de uma avaliação vil do patrimônio de uma das maiores empresas do mundo durante o processo de privatização capitaneado por FHC. O fato é que muita coisa ainda há para ser esclarecida desse processo. Infelizmente, hoje as empresas privadas, especialmente as grandes, são adoradas, veneradas, endeusadas pela população, especialmente pela classe média, graças a uma campanha pesada do capital para abocanhar o pouco que resta do serviço público. E tudo o que elas fazem se justificam pelo desenvolvimento, pela acumulação de capital, pela suposta garantia de emprego. E tome miséria nos bolsões e minério nos pulmões, pelos séculos e séculos, amém. No mínimo, a Vale deveria distribuir remédios com mel à população, para amenizar a dor de cabeça e a tosse causada pela poeira que ela lança no ar. Mas... Não sei... Quem sabe se tudo isso servisse para elevar o nível da civilização. Assim, a dor até que valeria a pena, sacrificar a própria saúde por um período. Mas não é o que ocorre. Grande parte da miséria, da violência e dos males urbanos da Grande Vitória são explicados pela instalação da Vale e da CST aqui. Verdade verdadeira, se hoje eu fosse dono da Vale, eu a devolveria para o Estado. E se eu fosse dono, o Rio Doce não estaria pálido. ... e eu iria para a cama com a consciência tranquïla.
terça-feira, 21 de agosto de 2007
Domingo foi dia da 18ª 10 Milhas Garoto, uma prova de corrida da qual já falei e da qual já participei duas vezes e não morri. Este ano não corri. Quando eu não corro, vou para a calçada bater fotos da corredores, especialmente dos amigos que participam. Depois dou uma cópia para cada um e eles ficam felizes da vida. Tá bom, não?
Não sou fotógrafo, mas vou dando minhas clicadas. Vou mostrar aqui, muitas das que tirei. Franck Caldeira, medalha de ouro no Pan, chegou em segundo. Quem ganhou foi o Clodoaldo Gomes. Mas eles não estão aqui. Tirei fotos dos menos cotados, dos mais coitados haha.. daqueles que se esforçam horrores para completar a prova. Procurei focalizar as expressões de fadiga, cansaço, superação. Também tirei fotos dos que estavam à volta, nem participando, que tudo é gente. Me desculpem a má qualidade dos retratos. Já falei que não sou fotógrafo. Além disso, a lente que usei, uma Canon de 70-300 mm, estava com problema. Já até mandei para São Paulo.
Espero que gostem. Se por acaso algum visitante deste simplório blog se vir fotografado (duvi-dê_ó_dó), e quiser uma foto, mande um e-mail que eu vou ver o que posso fazer. kaliblog@gmail.com
As fotos estão pequenas, mas se você clicar nas bichas, elas aumentam. Se clicar nos homens e nas mulheres, elas também aumentam :Þ
Enquanto eu estava fotografando, apareceu uma menina com um microfone na mão. Não sei de onde veio. Muito bonitinha a danadinha. Criquei, craro, digo, cliquei, claro!
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Acabei lendo para o pessoal a Poesia que fiz para Ana Paula (post anterior), pois ela havia gostado muito quando mostrei para ela. Na verdade, não mostrei. Apenas passei o endereço do Blog Kálido e ela leu diretamente aqui. No dia seguinte, disse que achou maravilhoso, que chorou muito e que mostrou para uma amiga dela, a Fernanda, que está na China e também é servidora do TRT, vê se pode. Esse mundo é uma bola mesmo, não? Li na frente de todos, ela ficou emocionada, todos gostaram, fui elogiado pela juíza, obrigado, e tudo acabou bem. Ela está bem em Aracruz e eu vou bem aqui, num sábado, em frente do computador. Obrigado, de novo.
Engraçado como são as coisas. Uma vez escrevi aqui um poema sobre a língua portuguesa e achei o máximo. Acontece que ontem li o poema novamente e fiquei decepcionado. Como pude achar bom uma poema tão confuso como aquele? Lá fui eu consertar. Eu vivo mexendo nos meus pemas, sabe? Como plantas, eu vou cuidando. Até que acabam ficando bonitinhos, com o tempo.
Então aqui vai a nova versão, repaginado. Agora ficou bom mesmo, eu acho. Pelo menos até daqui a uns tempos, quado voltar a ele e achar que não era tão bom assim como eu estou falando agora. Fala da língua portuguesa, à la Camões, mas sem pretensões, claro. Apenas uma reles referência de estilo para lembrar um pouco o grandessíssimo poeta luso.
PORTO GALO, PORTUGAL
De um porto europeu
Galo chamava-se o porto.
2. O traço errado da Disney brasileira
Acontece que a Disney brasileira lançou as obras completas do genial Carl Barks, o desenhista americano dos patos, já falecido. Morreu em 2001. É a coleção O Melhor da Disney. Tudo bem, tudo bom, tudo legal. Como diz a propaganda da caninha 51, "uma boa idéia".
Sem falar do valor artítico dos desenhos, as histórias do Pato Donald, dos seus sobrinhos, do Tio Patinhas e da pataiada toda têm também um valor histórico muito grande, pois transportaram para as páginas em quadrinhos a cultura, os valores, os pensamentos, os costumes, a política e até mesmo a filosofia de toda uma época. No caso, os anos 50 e 60. Carls Barks parou de desenhar em 1969 ou 1970, por aí, se não me engano.
A merda toda - essa é a palavra - é que os disney-produtores refizeram os textos, não reproduzindo as gírias, as expressões, frases, diálogos, nem mesmo as músicas ♪♫'♪♪.♫'.♪♫ da época em que as histórias foram lançadas e traduzidas aqui no Brasil, vê se pode. Ao contrário, jogaram o modo de falar atual sobre desenhos antigos, pelo que deu para notar. Dá para entender uma merda dessa? Não, não dá! Se era para fazer uma homenagem ao desenhista dos patos e fazer o registro histórico das histórias em quadrinhos, por que colocar frases modernas idiotas no bico dos patos? Que sentido tem jogar o falar moderno sobre um desenho antigo? Falai sério, disneylândios!
![]() Espera que a merda não pára aí! Os desenhos eram todos "fatto a mano", não erram? Erram sim, pois a mão à vezes falha, o que não deixa de ser interessante, como peculiaridade de uma técnica. Como eram feitos a mão, os letreiros, textos e avisos que apareciam na história também eram feitos a mão, concorda comigo? Concorda sem corda? Sabe o que os caras tiveram a capacidade de fazer???? Trocaram as letras manuscritas das cenas por fontes de computador, você acredita? Talvez contraram estagiários preguiçosos e que não sabem escrever a mão. Pior, os coitados não souberam nem colocar os dizeres na perspectiva correta em relação ao ângulo que Barks escolheu para desenhar a cena. Fala sério. Mexeram com muita coisa, principalmente com o trabalho de um desenhista genial e com o espírito de uma época. De qualquer forma, estou adquirindo todos os volumes. Já está no n.º 30. Isso quer dizer que já gastei uns R$ 500,00 nessa coleção. Tudo bem, porque o geral, as tiradas, as peripércias, as piadas, o humor e o traço de Carl Barks ainda está lá, por baixo dessas modernidades sem graça. A gente ainda vê, apesar da falta de respeito e da merda toda que fizeram. 3. As crises das bolsas O fato é que as crises são inerentes ao sistema capitalista. Ao desassoriar a compra da venda através do dinheiro, o capitalismo traz em suas entranhas as condições para as crises econômicas e financeiras como essa recente, que ainda perdura. Outro fato é que essas crises são cada vez mais freqüentes e maiores. É preciso entedendê-las. O blog Rumores da Crise presta um grande serviço nessa questão. Traz textos muito bons como esse que está lá agora, "PROCURA-SE UMA NOVA BOLHA". Tentam colocar uma causa isolada para a queda geral das bolsas no mundo inteiro. No caso, o mercado imobiliário. Pode ter sido o estopim, mas se fosse a causa em si, seria simples. Tudo está interligado. A verdade é que nessas crises acontece uma perda imensa de capital e uma transferência enorme de dinheiro das mãos de uns para as mãos de outros. Depois eu falo mais nisso, pois agora vou falar do... 4. O movimento Cansei e o boboca que debochou do Piauí Esse movimento Cansei nasceu para não dar certo, claro. Como bem disse Cláudio Lembo, "movimento de dondocas enfadadas". Até a Ivete Sangalo tá no bolo. Dá para engolir uma baiana vedete Sangalo que é dona de um jatinho dizer "cansei do caos aéreo". Fala sério! Vai gostar de aparecer assim nos infernos. Tem também esse Paulo Zottolo, presidente da Philips, um dos idealizadores desse movimento dirigido contra o governo Lula. Ele disse que, "se o Piauí deixar de existir ninguém vai ficar chateado". Como assim, cara-pálida? Ninguém vai ficar chateado mesmo? Mas a Philips também não vende suas bugigangas para aqueles lados de lá? Fala sério. Tem coisas que só a Philips fala pra você. É bom que surjam esses movimentos de grã-finos porque, ao se projetarem, ao se manifestarem seus líderes, ao falarem à nação, o povo vai conhecendo melhor sua burguesia nacional, sua idiossincrasias, seus preconceitos, seu atraso, sua falta de cultura, seu oportunismo político, seu desprezo com o povo, sua ganância, sua mesquinharia, sua arrogância, sua prepotência... Pelo menos para isso, Lula serviu, para obrigar o empresariado a sair da toca, de onde sempre manipularam seus políticos fantoches. Agora eles têm que aparecer em cena, já que muitos de seu bonecos se quebraram. Como essa, o maranhense fica do lado do Lula. Que habilidade política! Eu me cansei de Lula, mas dessa raça aí eu já me cansei há muito mais tempo.
1. Ana Paula
Acontece que uma colega de serviço vai se transferir para Aracruz, município aqui do Espírito Santo. Ana Paula, assistente de diretor, mineira muito simpática e dinâmica. Vai ser Diretora de Secretaria da Vara de Trabalho de lá. Ela mostrou muita ansiedade com a mudança, mas vai. Aí resolvi escrever um poemazinho para a despedida. Como achei que o poema ficou meio tosco, meio piegas e muito centrado nesse dilema dela de ir ou não ir, nem vou mostrar para ela e para os colegas. Fica só o registro.
Pois ia. E foi mesmo.
Sim, poesia também seria
Não confunda Ana Paula Alves Bravim
Mas confunda, sim, Ana Paula com assistência,
E se um dia você se perdeu
Ana Paula,
Boa sorte, AP.
2. Táxi na 3ª Ponte.
Acontece que minha carteira de motorista havia vencido fazia tempo e eu nem tinha percecebido. Desde fevereiro. A menina do Banco do Brasil que me avisou, quando apresentei a carteira para me identificar. "Você está dirigindo com essa carteira?". "Não, às vezes eu a esqueço em casa", brinquei.
Então, até renovar a dita cuja, o negócio é deixar o carro de lado, embora eu goste de colocá-lo na garagem sempre de frente. Vou lá eu, então, para o ponto de ônibus. Como o bicho demorava e eu tinha horário, peguei um táxi na pracinha de Vila Velha para ir até a Praia do Canto, em Vitória. Escolhi um motorista que era um senhor de idade, uma figura respeitável.
Logo na saída:
No pedágio, o filho da puta do respeitável senhor entra na fila do pedágio, enquanto os ônibus passavam zunindo do lado, pela via expressa.
Eu:"A gente pega táxi para ir mais rápido e fica preso no pedágio, enquanto os ônibus passam direto pelo sistema eletrônico. Por que os motoristas de táxi também não usam a via expressa para ir mais rápido?" (como se eu não soubesse a resposta: "para o taxímetro girar mais, seu idiota!").
Depois querem desenvolver o turismo do Espírito Santo, essas autoridades de araque daqui. Uma merda dessa, eles não vêem. Tem muitas outras. Mas por que não obrigam esses taxistas sem-vergonha a usar a tag no pedágio? Porque não fazem alguma coisa para reduzir essa mentalidade mesquinha, pobre e provinciana que cobre o meu Estado de Norte a Sul e de Leste a Oeste? Eu mesmo respondo: porque não conseguem superar eles mesmos a própria pobreza de espírito, a própria mesquinharia e o próprio provincianismo que carregam em suas condenadas almas. São tão sem-vergonhas quanto os motoristas de táxi da minha cidade.
Vou te falar uma coisa. Embora conheça uns dois ou três taxistas muito gente boa, pela classe não dou um tostão. Se dependerem de mim para alimentar os filhos, podem mudar de ramo. Se eu estiver em Vitória e precisar vir para Vila Velha, ou vice-versa, e só existir táxi como meio de transporte, se eu puder ir nadando, eu vou. Ô raça medíocre e desgraçada. Acho que é assim no Brasil todo. Sempre vão pelo pior e mais longo caminho, e sempre vão mais lentos que puderem para pegar sinal fechado. Mas quando voltam para o ponto, passam até por cima da mãe deles. E do Airton Senna, se a alma dele estiver na frente.
Coloquei a foto da 3ª Ponte ao pôr-do-sol para fazer uma relação com o ocaso do nosso turismo.
Aqui tem muita coisa bonita, muito clima bom, muita coisa e tal, mas vender essa imagem que o governo do Estado está tentando vender, esse negócio de "indústria do turismo", "agroturismo", essas coias ufanistas e mentirosas, fala sério...
Tudo cascata. Não existe volume de pessoas para alimentar esse mercado. O capixaba não tem muita vocação para alimentar essa indústria. É muiot caseiro, entendeu? Tanto é verdade, que, em vez de freqüentar os hotéis das montanhas, eles resolveram construir suas próprias casas por lá, vê se pode. E aí, o que acontece? Muita insegurança. Lugares ermos, essas coisas. E que eles fazem? Constróem as casas de montanhas umas perto das outras. Ou seja, reproduzem o ambiente urbano lá perto das nuvens, e os ares da montanha vão pra casa do carai. Ô pobreza de espírito, my God!
E o turista de fora passa por cima disso tudo, de avião, para ir ao Nordeste, ao Sul etc., etc., onde encontra mais opções e menos mesquinharia. E nosso turismo vai se afundando. Veja por exemplo, o...
3. Hotel Aroso
Esse suntuoso hotel que fica nas montanhas capixabas, na região de Pedra Azul, Domingos Martins é (nessas alturas, pode-se dizer que "já foi") a referência do "turismo de montanha" do meu querido Estado. Será leiloado esta semana. Quebrou. Os donos não conseguem pagar o empréstimo do Bandes, Banco de desenvolvimento do Espírito Santo captado para sua construção, vê se pode. Bem, pelo menos, deve valer o preço de dois Paternons, pela cara. Muito cafona, por sinal.
Bem, se é verdade o que um amigo meu me contou, tem mais é que quebrar mesmo. Ele me disse que, hospedado nesse hotel de luxo, pediu no jantar uma sopa bem legal e quentinha por causa do frio e aí serviram uma dessas Knorr instantânea...
4. Governo Paulo Hartung
O fato é que esse governo é a maior mentira já contada por aqui. Maior porque, embora os anteriores também tenham sido grandiosas mentiras, ninguém acreditava mesmo, e nesse, todo mundo crê. Se Paulo Hartung fosse um pastor, o governo dele seria uma Igreja Universal do Reino de Deus e seu eleitorado os encapetados e problemáticos. Foi o governador eleito com o maior percentual em todo o Brasil, 67% dos votos válidos, se não me engano. Então.
Agora olha um pouco da realidade desse governo. Dias atrás saiu no jornal A Gazeta que ele iria aumentar o salário dos médicos. Até aí, tudo bem. Mas sabe qual é o salário de um médico no 5º ano de seu governo? Para seu governo, coisa de uns R$ 1.250,00. Com o aumento, vai para 2 mil e algumas merrecas.
Paulo Hartung é bom para criar cargos em comissão, e pagá-los bem. Nisso ele é. Cargos em comissão, todo mundo já sabe, são aqueles criados para burlar concurso público, ou seja, os que podem ser ocupados sem precisar fazer concurso. Basta ser afilhado político de um político que está por cima. Ou ser apenas afilhado simplesmente. "Neste primeiro ano de seu segundo mandato, o governador Paulo Hartung (PMDB) já criou 534 cargos que podem ser preenchidos sem concurso público para o Poder Executivo. O número é mais da metade dos cargos comissionados criados nos quatro anos de seu primeiro mandato." (jornal A Gazeta de hoje, dia 12/08/2007, dia do papai).
E é o governo mais aprovado do Brasil. Imagine o resto.
5. Pedra repulsiva
Apesar de criticar o turismo capixaba, eu procuro ajudar, dentro das minhas possibilidades. Passei o final de semana anterior a este nas montanhas. E lá eu encontrei uma coisa curiosa. Uma pedra que, se você chegar perto, ela te joga longe. Taí a foto que não me deixa mentir. Impressionante!
6. Quebradeira planetária
Vocês estão vendo essa queda geral das bolsas? Que coisa, hein! E tome dinheiro dos Bancos Centrais para tentar deter a crise. Sabe o que isso significa? Dinheiro público para bancar banqueiros e investidores. Para ser mais claro, dinheiro do povo para as classes burguesas. Para ser mais claro ainda, dinheiro dos pobres para os ricos.
O céu está desabando. E não adianta correr. Não há lugar seguro. No atual estágio de desenvolvimento mundial, o firmamento todo é capitalista.
7. Dias dos Pais
Em homenagem a esse dia que chega ao fim, minha singela homenagem aos pais com duas belas imagens de filhotes com animais, as criaturas mais humanas da terra. Clique nas fotos para ver mais de perto. Hoje o Dia dos Pais se resume a visitas ao shopping para compras. Paciência. Eu tinha outras coisas para dizer, mas vou ficar por aqui. São 23:21h de um domingo em que eu fiz três gols nas areias da praia da Costa. Faria mais se não tivesse levado uma porrada no joelho, que me tirou de campo. Como dói! Ai!
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
Bom, vamos escrever que já passou da hora, não?
Teminado o Pan, resta-nos os últimos comentários.
Primeiro, esse negócio aí de o público ficar vaiando. Não estou falando da vaia a Lula, que isso "faz parte", segundo o BBB Bambam. Estou falando desse negócio aí de o público carioca ficar vaiando atleta estrangeiro. Fala sério... pobreza espiritual. Não deviam deixar a classe média ir aos estádios. Muito mal-educada. A classe média é arrivista, chauvinista e ainda tem que ir ao dicionário, porque também é inculta.
Atiraram no próprio pé. Saca aquele negócio de cuspir pra cima? Por causa da classe média carioca, ficamos todos mal na fita. Agora que o Pan foi um sucesso, querem também as Olimpíadas aqui, não querem? Duvido muito. Pelo seguinte, dois pontos. Depois do que aconteceu, os atletas do mundo inteiro, antes de deitar seus esforços em busca de uma medalha, hão de empregá-los junto às suas respectivas federações nacionais para que as olimpíadas não se realizem no Brazil, Brasile, Brasil..., por uma razão muito simples: a hostilidade do público contra atletas internacionais e a falta de educação da torcida nos jogos. Estão certos. Atleta aceita até perder uma disputa, mas nenhum deles quererá se esforçar num país distante, para ser vaiado por um público cretino.
No que estão certos. O carioca não tem espírito olímpico para sediar uma Olimpíada, e isso é fundamental para qualquer povo que queira sediar os Jogos. Faz parte da História. Na Grécia, se paravam as guerras por causa deles. Hoje, tentam recriá-las, a partir deles. Coisa feia. O carioca perdeu a esportiva. Não tem espírito olimpíco. Confundiram espírito olímpico com espírito de porco.
Nacionalismo idiota. Não se enganem: o cara que vaia um atleta estrangeiro em nome do nacionalismo, é o mesmo que joga o papel no piso do estádio em que se encontra, que desrespeita as leis do seu país, que tenta tirar proveito do seu compatriota, que sonega imposto... de tanto que ele gosta de seu país.
Agora, falando da vaia a Lula. Tudo bem, vaiar é democrático, e Lula merece. Mas não deixou de ser contraditório, olhando a questão puramente pelo ângulo do esporte e do apoio do governo federal aos Jogos Panamericanos no Rio. Se fosse FHC, ele seria poupado de ser apupado. Acontece que sem o governo do Lula Lelé, não haveria Jogos Panamericanos no Rio. A Vila Olímpica, o Engenhão, O Parque Aquático, as praças de esporte, as reformas do Maracanã, do Maracananzinho... essas porras todas. E FHC não constriuiu nem uma rinha de galo por lá, em todo os seus oito anos de esplendor e glória.
Ou seja, no caso das vaias do Maracanã, aconteceu uma coisa bastante inusitada. Normalmente, as pessoas costumar cuspir no próprio prato em que comem. Pela primeira vez vimos pessoas cuspindo no prato estando dentro do próprio prato. No caso, o Maracanão.
Eu vou indo, mas volto, logo, logo. Acreditem.
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Não falo de mim,
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