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Blog by Dani
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terça-feira, 26 de junho de 2007
(*) Inpirado no comentário de Erika.
![]() Imagem: Rainhas do Lar Rapaz! Tem razão a Sônia. Ob-observando pratrazmente os posts, vejo que ando muito azedo ultimamente. E não dá para ficar ácido o tempo todo, né! Há que se adocicar um pouco a vida, não? Claro que sim. Ainda mais recebendo visitas tão ilustres e encantadoras como as de Érika, a Sônia e a Lu Farias (a que devo tanta honra? Já viram os sites delas? Não? São umas delícias! Todos os três!:) Além do mais, hoje é sábado e vou jogar bola, querendo Deus e não atrapalhando o diabo. Por tanto, vamos portanto mudar um pouco o humor porque não cai bem ficar destilando fel e resmungos diante de tão cândidas e nobres leitoras. Antes, porém, para não perder o costume, vamos reclamar só mais um pouquinho, que reclamar faz bem para a alma e, muitas vezes, até para o serviço público. Então. Fico imaginando se em vez de Lewis Hamilton fosse Felipe Massa (grande piloto, por sinal) a estrear com tal performance na Fórmula 1. Acho que Galvão Bueno teria um orgasmo, literalmente. Pronto. Fecha o reclamatório. Esta semana, num e-mail, uma ex-colega do curso de Direito me lembrou de um poema que fiz para uma outra ex-colega da ex-cola, digo, es-cola, digo, ex-escola de Direito. A propósito, essa minha ex-colega... ("Porra, kali! Pára de falar ex-isso, ex-aquilo!") ...Calma, Beth! Tá ex-tressada? haha ...Essa minha ex-colega, a Amanda (para quem fiz o poema), também trabalha no TRT, mas até hoje não me encontrei com ela, só com o marido dela. Eles se casaram não faz muito tempo. Ex-solteiros rs... Amanda é uma pessoa muito bacana. Traqüila. Seu jeito e fisionomia lembram muito uma das minhas irmãs, Márcia. No curso de Direito, de vez em quando eu fazia uns poemas para meus colegas. Já publiquei aqui. Até que ficaram interessantes. Juliana, que me lembrou do poema dedicado a Amanda, também mereceu o dela. Ficaram assim, em replay:
MASCULINO E FEMININO O de Juliana ficou assim:
ILUMINADA Gostaram? Já tinham visto, né? Não chegaram nem perto da beleza das destinatárias, mas até que ficaram bonitinhos, não? Um doce final de semana para vocês.
quinta-feira, 21 de junho de 2007
![]() Bem que eu falei! A decisão da Taça Libertadores da América foi determinada pela gigantesca diferença entre um time que tem Riquelme e outro que tem Tuta. Fala sério. Mantendo-se os mesmos times, nem se jogassem a eternidade toda o Grêmio conseguiria vencer o Boca Juniors! Futebol é para quem sabe, não para quem quer. Tava na cara que isso iria acontecer. Só não repetiram o placar por causa do palerma do Palermo. O que eu acho incrível é mais de 50 mil pessoas irem a um estádio achando que um time que tem Tuta iria vencer um time que tem Riquelme, e ainda revertendo um placar de 3 x 0. O povo é muito manipulável. O povo não pensa, sonha. Não age com a razão, mas com o coração. Tudo bem, é de direito. "Quem não sonhamos, né?" Aquele José Roberto Wright da Globo é meio doido, não é, não? A imagem passando em câmara lenta e ele dizendo exatamente o contrário do que está acontecendo. Totalmente tendencioso. Uma profissão que ele jamais poderia ter exercido na vida era o de árbitro de futebol. A outra seria a de comentarista de arbitragens de futebol. Falando em povo e Rede Globo, um dia ainda vou escrever sobre como o atraso de um povo e o pior de sua índole e de sua cultura se transferem para suas instituições mais importantes e modernas. Haverei de falar, quem sabe, sobre como as empresas brasileiras, grandes ou pequenas, acabam incorporando a mesma mesquinharia e indigência cultural que afetam o povo a que pertencem e das quais não conseguem se libertar. Citando um exemplo bem próximo, todos sabem que a Globo representa, aqui no Brasil, o Blogger, o site de blogs que permite a mim e tantos outros blogueiros escreverem o que bem entendem na internet. Então eu pergunto: porque é que no Blogger de lá eu não tenho limite nenhum de espaço nem de tempo, é tudo gratuito, e no Blogger de cá, da Rede Globo, eu tenho o limite de 1 MB e, se eu ficar sem postar por três meses, eles detonam tudo o que eu coloquei lá, na maior falta de respeito? Esse tipo de tratamento é invariavelmente dispensado por todas as empresas brasileiras de internet. Num antigo e-mail que eu tenho no Bol eles apagaram todas as minhas mensagens armazenadas, sem me perguntar nada. São impressionantes a diferença de tratamento, da qualidade do serviço e a falta de respeito entre o serviço estrangeiro e o nacional. Mudando de pau para cavaco, tomei a decisão de não mais abrir esses arquivos Power Point que chegam todo dia, vulgos arquivos PPS ou PPT. Não tenho mais saco. Nem para a forma, nem para o conteúdo. Muita pieguice e bobagem juntas. Pior, você ainda tem que ver um monte de pieguice e bobagem apresentado diante de seus olhos letra por letra, palavra por palavra rebolando na sua frente com uma musiquinha medíocre ao fundo. Todo mundo se acha artista com um Power Point na mão... Então, tá combinado. Se tiver algo importante ou engraçado para me dizer, caro leitor, cara leitora, diga na lata, sem rodopios e rodeios. Se vier com pps para o meu lado, será registrado, mas não lido. Chega! Domingo passado, não falei, o negro Lewis Hamilton deu outro passeio. Dessa vez em Indianápolis. Show de bola. Minhas orelhas já tinham ouvido comentários de que um negro nunca se daria bem em algumas competições de elite, como a Fórmula 1. Pois é. Embora trágicas, você se diverte com certas excrecências da humanidade. Como o racismo, por exemplo. Como os nacionalismos, outro exemplo. Como os fundamentalismo, mais um exemplo. Melhor parar. Boa quinta para vocês, que hoje não vou jogar bola, lamentavelmente :´(
segunda-feira, 18 de junho de 2007
Verinha, verinha!
Verinha é uma leitora do Blog Kálido que reclama pra caramba! No bom sentido, claro. O pior é que ela tem razão. Quer dizer, em quase tudo. Olha só o último comentário dela:
Tá certo. Eu deveria incluir a opção "pé de flor" na enquete, se quisesse mesmo ouvir opiniões a respeito, não é, não? Ficou parecendo que sou o dono da verdade. Isso, definitivamente, não sou. O fato de ter posse dela, não me faz dono. Aprendi no curso de Direito :Þ Além do mais, "pés-de-moleque" foi muito bem escolhido. Palmas para a platéia. Fica então a foto batizada de "pés-de-moleque", pronto! No fim das contas, é um nome até mais bonito, mais apropriado e mais poético do que "pé de flor". Eu nunca vi pé de flor, você já viu? Ah é? De qual flor? hum... legal... O povo é sábio. Ás vezes, até mais do que eu :Þ
Agora, Verinha, o negócio de feedback, interagir com leitor é legal sim, eu gosto. O diabo é que não dá. Veja só. Já tenho dificuldades de postar, imagine para ficar respondendo aos comentários. Infelizmente, não dá. Já tentei antes, láááá atrás. Respondia a todo mundo, a cada um. Mas eram outros tempos. Parei. Até fiz um post avisando que não daria mais. É claro que dentro do possível, e da importância do comentário, eu respondo por e-mail, ou num post mesmo, como você está lendo agora, digo, vendo agora, digo, vendo e lendo agora. O diabo é quando a pessoa não deixa nem e-mail, não é, Verinha? Então. E ainda reclamam... Não é vero, Vera? E de 10 que respondo, só 1 retorna. O do serviço de e-mail dizendo que o endereço está errado.
Agora, esse negócio de pão de queijo ser de polvilho ou de trigo, não sei mesmo. Apenas repassei uma receita. Jamais prestei atenção nisso nas pãodilhões de vezes que comi pão de queijo. Nem mesmo testei a receita. Divulguei uma coisa que saiu na folhinha do Sagrado Coração de Jesus, saca? Pensei assim: se esse negócio tá na folhinha do Sagrado Coração de Jesus, deve ser bom pra diabo! hahaha...
Agora, se você - que é mineira - diz que pão de queijo se faz com polvilho e não com trigo, não serei eu, capixaba, a te contradizer, né? É de polvilho e tá acabado! E assado. A mesma coisa é mineiro querer ensinar o capixaba a comer carangueijo. Fala sério.
Por último, um beijo. Obrigado pelos comentários. Adoro-os.
Uma vez, negociando em nome dos servidores com um diretor do Departamento Estadual de Cultura do Governo do Espírito, negro, usei o termo "denegrir" e passei a ouvir um sermão sobre o "preconceito" embutido nessa palavra. Hoje, lendo o brilhante texto de josé Augusto Carvalho abaixo (A diferença entre o racismo e o símbolo da pureza), tranformo em certeza a opinião raivosa que tive do cara naquele momento: a de que ele era um idiota. Tem branco idiota, porque não haveria de ter negro idiota, né?
Se você gostar, toda segunda-feira você pode ler no jornal A Gazeta um artigo novo de José Augusto Carvalho. Não digo que vale a pena porque realmente não representa nenhuma pena ler seus prazerosos textos.
A reforma ortográfica (V)
Dissemos, no artigo, anterior que nossa ortografia está muito próxima do ideal fonêmico, segundo o qual a cada som corresponde um símbolo gráfico, e a cada símbolo gráfico corresponde um som. Dissemos que o ideal fonêmico não é o mais desejável, quando se pretende fazer um estudo em profundidade da língua. A relação unívoca som-grafema não é ideal. Grafema é um traço gráfico distintivo, que pode ser uma letra, um acento, ou qualquer sinal que distinga palavras escritas, como a cedilha que distingue paco de paço, ou como o acento que distingue pôde de pode, ou como a letra que distingue mezinha (remédio caseiro) de mesinha (mesa pequena). E é aí que a relação som-grafema não pode ser unívoca, além do fato de que essa relação unívoca poderia trazer transtornos ao estudioso da língua. Felizmente, a nova ortografia não cometeu essa tolice [mas cometeu outras, segundo os artigos anteriores - nota de Kali].
A forma eletric, por exemplo, nessa relação unívoca, perderia a motivação visual – se é que se pode falar assim – se fosse grafada eletris para eletricidade, divergindo da forma original elétrico (em que o c soa k). A palavra inglesa knife (faca), sem o k, inicial mudo, e com o i grafado ai, não lembraria o canif francês nem o canivete português. Ome estaria distante de Ohm; baironiano seria uma segunda morte para Byron; e se César se grafasse Sézar, ninguém notaria a associação com o russo Czar nem com o alemão Kaiser. Além disso, palavras homófonas, como insipiente (relacionada a saber) e incipiente (relacionada a começar) perderiam sua distinção gráfica fundamental, e o leitor ficaria sem saber se o adjetivo estaria indicando ofensa ou tolerância. Da mesma forma, eliminar a diferença gráfica entre entre taxar e tachar, entre coser e cozer, entre cheque e xeque, entre pás e paz, entre mas e más, etc. pode levar à confusão que se estabelece hoje entre fôrma e forma (cuja distinção a reforma de 1971 aboliu indevidamente).
O emprego do hífen, que constitui a maior das dores de cabeça para quem escreve, não foi resolvido pela nova ortografia. Pelo contrário: as confusões e distorções permanecem, como, por exemplo, as palavras compostas (cujo todo pode ou não corresponder à soma das partes) que podem ou não levar hífen, sem nenhum critério: missa-show (comício monstro), garoto-propaganda (funcionário fantasma), filme-documento (fita pirata), carro-forte (carro esporte), cor-de-rosa (cor de vinho), perde-ganha (vaivém), etc.
O ideal de uma reforma ortográfica seria não uma escrita fonética, nem mesmo uma escrita fonêmica pura, mas algo moderado que levasse em conta a família de palavras sempre que possível. Em outras palavras, a ortografia deve estar próxima da fonologia da língua, mas o critério etimológico não deve ser descartado inteiramente. A tarefa da reforma ortográfica deve ser atribuída a lingüistas com formação filológica e a gramáticos com formação lingüística. Vale dizer: não é coisa que se decida por uma só pessoa nem por votação sumária de senadores, mesmo que, eventualmente, exista entre eles alguém que conheça bem a língua que fala e em que escreve, porque há uma distinção necessária entre o usuário e o técnico. E um bom usuário não é necessariamente um técnico.
Em tudo isso há apenas um consolo, além da esperança de que um dia venha a paz ortográfica: a nova ortografia poderia ter sido pior. Se é que pode servir de consolo a um perneta a idéia de que poderia ter perdido também a outra perna.
A diferença entre o racismo e o símbolo da pureza
Eduardo Guimarães enviou-me um e-mail em que fala a respeito da expressão "preto de alma branca", que ele interpreta como racista. Ele sugere uma substituição daquela frase por outra a seu ver politicamente correta: "preto de alma preta". Ora, "alma branca", na expressão consagrada, não se refere à raça branca, mas ao símbolo da pureza. Vale dizer: uma noiva negra que se casa vestida de branco não está fortalecendo nenhum preconceito racista antinegro, mas atendendo à tradição da simbologia do branco. Não há racismo antibranco na tradição chinesa que impõe o uso do branco como símbolo de luto e de dor.
Nem há racismo antinegro na simbologia que instituiu a tarja negra para representar o luto, na nossa cultura. Nem há racismo contra o branco no fato de a bola preta da sinuca valer mais que as outras, ou no fato de ser negra a faixa mais cobiçada das lutas marciais. Dizer "ver a coisa preta" não implica racismo contra o negro, como não implica racismo contra os brancos dizer "dar um branco" para indicar ausência momentânea de memória, como não implica racismo contra os asiáticos falar em "sorriso amarelo", como não implica racismo contra o judeu falar em "judiar", "judiação" ou "judiaria" para indicar maus-tratos.
A substituição de expressões consagradas pelo uso por outras pretensamente mais adequadas apenas revela preconceito de quem sugere essa substituição. Há algum tempo, uma cartilha infeliz do jornalista Antônio Carlos Queiroz, a preconizar a substituição de expressões por outras a seu ver mais corretas politicamente, não teve respaldo científico nenhum. Não se apoiou em dados sociolingüísticos, não se baseou em pesquisa de campo, não estabeleceu questionários, não fez entrevistas. Foi um trabalho de amador profundamente alheio aos princípios básicos da língua portuguesa e da sociolingüística.
O jornalista em questão deveria ter recusado o trabalho ou indicado em seu lugar alguém com alguma experiência na área de lingüística ou de sociolingüística. Muitas das expressões condenadas pelo autor da cartilha apenas revelam que ele não estava preparado para o exercício dessa função. Além disso, teria sido necessário esclarecer que indicar uma expressão alternativa não deve significar censura da maneira de falar, mas a adoção de uma forma socialmente mais prestigiosa ou pelo menos socialmente neutra.
O grande erro do PT, de Perly Cipriano e do secretário nacional dos Direitos Humanos, Nilmário Miranda, foi ter contratado um jornalista e não um lingüista que, por sua formação acadêmica, teria mais condições de realizar um inventário e não uma espécie de índex de expressões socialmente estigmatizadas.
Na pegadinha da semana passada: "As chances dos candidatos negros não são menores por causa de sua descendência africana, haja visto que são bacharéis e podem ser considerados privilegiados." – Correção: "As chances dos candidatos negros não são menores por causa de sua ascendência africana, haja vista que são bacharéis e podem ser considerados privilegiados." – Houve um erro de seleção lexical: a ascendência de uma pessoa refere-se aos seus antepassados; a descendência dessa pessoa refere-se aos seus filhos. A expressão "haja visto" não existe.
PEGADINHA – Corrija a seguinte frase, referente a um filme: "Não devem ficar bem claros quais são os relacionamentos entre os guerreiros.
quarta-feira, 13 de junho de 2007
1. Lewis Hamilton, o Senna negro?
Na verdade, estou tendo dificuldades para postar. Por ora não estou conseguindo compatibilizar os períodos: de trabalho, de ficar à toa, de baixar arquivos da internet e de cuidar do blog. Mas tudo se resolve, pode crer. Vou ver se reduzo ainda mais o tempo de ócio, céus!
Assisti em parte à última corrida da Fórmula 1. Esse negócio aí do inglês Lewis Hamilton, negro, ser líder do campeonato é muito legal. Deixa os racistas mordendo os lábios e a língua ...e o Galvão Bueno meio destranbelhado. Show de bola. Engraçado como Lewis Hamilton e Felipe Massa personificam, cada um a seu modo, a cultura dos povos de que são oriundos, o inglês e o brasileiro, respectivamente. Hamilton em sua discrição e perfeccionismo e Felipe Massa furando sinal vermelho. Fala sério.
2. Jerry Lee Lewis, o papa-pianos e anjos.
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![]() Acontece que no meu período de ficar á toa passei numa loja oficial de dvds e resolvi comprar um do Jerry Lee Lewis, aquele do "Great Balls of Fire". Santas horas de ócio, Batman! Por uma bagatela, R$6,99, comprei um excelente produto! Jerry Lee Lewis, The Story of Rock'n Roll. Nunca vi um cara tocar piano como ele toca. Tem total domínio sobre aquele troço de teclas brancas e pretas. Toca até com a bunda! O dvd traz aquela história de ele ter se casado com uma prima de 13 aninhos. É a materialização do mito Lolita. Foi vaiado e teve shows cancelados em toda a Inglaterra por causa disso. Moralismo barato. Hipocrisia. A Inglaterra que fica horrorizada com a união carnal de um adulto e uma garota de 13 anos é a mesma Inglaterra que mata e despedaça crinças árabes inocentes, de todas as idades. É vero, pode acreditar. A mesma Inglaterra que se horroriza com a conjunção carnal entre um homem e uma menina de 13 anos é a mesma Inglaterra que explodiu e explode vaginas impúberes pelo mundo inteiro, especialmente no Oriente Médio, acredite nisso. No dvd tem uma pequena entrevista com o casal simpático aí de cima. Ele é menininha mesmo. Fala mascando chiclete, feliz da vida. Show de bola, e de dvd. 3. Ainda os pés na roda.
![]() Não tem essa foto que eu publiquei uns posts atrás e pedi para vocês escolherem um nome? Então. O nome vencedor foi "pés-de-moleques". Mas eu já descobri o nome certo para ela!:
Não é melhor? Claro que é! É mais poético. 4. Duas receitas Tirando aquelas folhinhas de calendário, encontrei essas duas receitas. Como eu gosto de compartilhar coisas pitorescas, segue em anexo.
5. Riquelme, o bueno de buela Anteontem vi o jogo Grêmio x Boca Junior. Show de bola do Riquelme, Juan Román Riquelme. Espectaculo de la pelota. Não tem como não elogiar o craque argentino. Dá gosto vê-lo jogar. Desmontou o time do Grêmio. Na última copa do mundo, quando a Argentina estava se classificando em cima da Alemanha e o burro do técnico tirou Riquelme da partida, falei para o pesssoal: a Argentina perdeu o jogo nessa mexida. Dito e feito. Não ´e que eu torça para a Argentina, torço para os grandes craques. E Riquelme é um grande craque. Mal e cruel, muito cruel, como os grandes craques são. Não sei se o Grêmio conseguirá reverter a situação. Se depender apenas da diferença entre um time que tem Tuta e outro que tem Riquelme, é melhor entregar logo a Taça Libertadores para os argentinos. 6. Enquetezinha. Até que gostei desse negócio de enquete no blog. Resolvi colocar outra. Negócio seguinte, dois pontos. Pelos contadores de visitas que eu tenho no blog, está dando uma média de umas 200 visitas diárias. Mas comentários que é bom mesmo, poucos. Nâo sei porque. Então resolvi colocar uma enquete aí para ver se meus silentes leitores talvez possam ajudar a decifrar esse enigma. Fiquem à vontade.
terça-feira, 5 de junho de 2007
Esse negócio de encher um filme de efeitos visuais e esvaziá-lo de conteúdo não leva a lugar nenhum. É como o músico que tem uma técnica apuradíssima para tocar um instrumento. Todo mundo aplaude, elogia, mas a melodia, que é bom, cadê? Não tem. Tipo aquele cara que toca o violão de costas, o piano de cabeça pra baixo. E daí, Arí? O que interessa é a alma, a emoção.
No post anterior, quando eu falei de açúcar sobre o pão, não falei de açúcar usado como ingrediente na feitura do pão doce. Eu disse da animalidade de se jogar açúcar grosso em cima do pão depois dele pronto. Pegue uma colher de açúcar cristal grosso, coloque na boca e comece a mastigar. Quem não entendeu, vai entender o que eu falei.
Acho que o Senado brasileño deveria se preocupar com as misérias daqui, você não acha não? Se procurar, acha. Tem miséria por tudo quanto é canto por aqui. Tem roubalheira também. Mas, nesse caso, nem precisa procurar.
![]() Como que continuando o post publicado ontem... Mas que país atrasado esse nosso, hein! Veja por exemplo a proibição da obra Detalhes, do historiador Paulo Cesar de Araujo, em que o cantor Roberto Carlos é o personagem. Já falei alguma coisa sobre isso em post anterior, mas tenho que falar outras mais. Primeiro, nem se discute a decisão do juiz Maurício Chaves de Souza Lima, da 20ª Vara Cível da Comarca do Rio de Janeiro! Ela é mesmo atrasada, obscura, medieval! Sobrepõe interesses individuais menores a interesses coletivos muito mais amplos e importantes, além de representar um desrespeito total a um valioso trabalho feito pelo autor, pois, a rigor, a obra não é uma biografia de Roberto Carlos, mas uma história muito bem contada de um período importantíssimo da Música Popular Brasileira, da mudanças de costumes de um povo, da evolução tecnológica e conceitual das comunicações de massa de um país, na qual Roberto protagonisa, das origens socias de importantes movimentos musicais como a Jovem Guarda, a Bossa Nova, o Tropoicalismo. Isso tudo esse juiz jogou no lixo, ajudado pela atitude covarde da Editora Planeta que não ousou lutar até o fim contra essa aberração. Talvez ela mesma não tenha vislumbrado até agora as graves conseqüências dessa decisão para o mercado editorial, para ela própria, portanto. Pois qual autor, pesquisador, historiador, sociólogo ou biógrafo irá agora se atrever a produzir uma biografia de um brasileiro importante? E que leitor gosta de ler uma biografia "autorizada", que não passa, na verdade, de um monte de baboseira e elogios gratuitos ao biografado? Fala sério. Resultado: o país vai ficar consumindo somente biografias de figuras internacionais, dando dinheiro para autores estrangeiros e sem conhecer a história se seus principais personagens históricos e de sua própria história. Continuar na merda, enfim, onde sempre esteve. Como carrasco da liberdade de expressão, Roberto Carlos é uma brasa, mora! Duas coisas sobre suas justificativas para censurar a bela obra de Paulo Cesar de Araújo. Primeiro. A de que sua biografia é um patrimônio que lhe pertence e que, se alguém deve escrever sobre sua vida, essa pessoa deve ser ele mesmo. Nem uma coisa, nem outra, bicho! Nenhuma biografia de nenhum ser vivo aqui na Terra é propriedade de ninguém, especialmente a dos seres vivos mais públicos. Ninguém vive sozinho, falou? A história de cada pessoa é a história de suas relações pessoais e sociais, com outros e não consigo próprio. E isso leva à necessária conclusão de que nem sempre o relato de uma pessoa será o mais fiel, mais verdadeiro, mais isento do que o de uma outra sobre um fato relatado por ela. Segundo. Duvido que Roberto Carlos vá mesmo escrever sua biografia. Vai porra nenhuma! Suponho que ele fala isso só para desviar a atenção da opinião pública que sempre lhe foi generosa. Ele nunca foi de escrever livros! Porque nunca foi de ler livros, como ele mesmo confessou. Foi, sim, de escrever canções. E aí está sua biografia!, como muito bem colocou Paulo Cesar de Araújo. Para melhor entender a obra musical de Roberto Carlos é necessário conhecer a tajetória de Roberto Carlos. Ele canta o que vive e o que sente. Nas suas cações, fala de sua infância, de sua mãe, de seu pai, de sua tia, de seus amores. Memos numa canção como "Caminhoneiro", que trata de um personagem distante de sua realidade de astro pop, o fermento que o inspirou a compô-la está nos caminhões que via passar na frente de sua casa em Cachoeiro e no desejo que o menino Roberto acalentou de um dia dirigr um veículo daqueles. Enfim, se outros cantores-compositores têm uma produção musical desvinculada de sua trajetória de vida, este não o o caso de Roberto Carlos. Sua obra é marcadmente pessoal e autobiográfica. Nem mesmo os fatos biografados sobre os quais recaíram as justificativas para a censura são verdadeiros. As verdadeiras razões, a meu ver, estão nas páginas 150, 279 e 284-285 (da versão vendida nas livrarias, não das versões que circulam na Internet). Essas realmente contradizem a imagem idealizada do "rei da juventude", construída com extremo zelo ao longo de sua carreira. Mas essas páginas agora só podem ser lidas por pessoas como eu, que foram contra a decisão do juiz e contra o acordo entre a editora e Roberto. Quem defendeu a vergonhosa decisão, já não pode lê-las, por uma questão de coerência, de moral e ética.
sexta-feira, 1 de junho de 2007
Achei a japonesa Riyo Mori bem mais bonita. Falta a Natália Guimarães um certo ar angelical e diferenciado, próprio desses padrões "misses" de beleza. Não, não estou dizendo que ela tem cara de sem-vergonha, mas que ela tem uma expressão meio batida, um tanto quanto vulgar, tem. É a impressão que me passa. Mas é muito bonita, com certeza. Mas esse negócio de Miss é coisa ultrapassada e atrasada. Não cabe mais no mundo moderno. Fala sério. Miss Queça!
Tem também esse negócio aí de a japonesa desfilar com o mesmo modelo de vestido Gucci com que a atriz Oprah Winfrey foi à festa pós-Oscar da Vanity Fair. Mas isso acontece, não tem a menor importância e nem sei porque estou colocando isso no meu blog. Vamos mudar de assunto. Vitória e Brasil.
O problema é o seguinte: aqui em Vitória do Espírito Santo, tem um pessoal que se acha rico, mas é pobre de quase tudo, especialmente de espírito. Então eles pegam a lancha que eles chamam "iate", às vezes comprada a prestação, e vão para a beira da praia se exibir para o pessoal da areia. Geralmente fazem isso depois de encherem o rabo de uísque falsificado. Aí acontecem os desastres. Isso não acontece só em praias de menor cotação. Na praia mais badalada do Estado, Bacutia, em Guarapari, a cena se repete. A impressão é que a Capitania dos Portos não fiscaliza porra nenhuma. Ou melhor, fiscaliza até ouvir a famosa frase: "o sr sabe com quem está falando?" ou "o sabe quem é o dono desta embarcação? É o Fulano de Oliveira de Tal, conhece?". E La Nave Va.
Mas por aqui a coisa não anda feia apenas no mar. Em terra firme, num desses finais de semana um empresário capixaba, Matelz Thadeu Andrade, 46 anos, morador do bairro Jardim da Penha, de classe média, dono de uma concessionária de veículos, matou a tiros um jovem universitário Vinícius Brandão Nascimento, de 22 anos. Motivo: desentendimento de rua, por causa de namoradas. O irmão do assassino disse que ele é uma pessoa de boa índole. Porque uma pessoa de boa índole tem porte ilegal de uma arma roubada escondida dentro do carro, ele não respondeu. Nem vale a pena perguntar.
O interessante é que o atirador é um típico cidadão classe média aqui de Vitória. Membro de um Clube grã-fino de Vitória, o Clube Ítalo-Brasileiro e filiado ao PHS - PARTIDO HUMANISTA DA SOLIDARIEDADE, vê se pode haha.
Bem pelo menos, a turma parou de falar em pena de morte, por ora.
Pois, vocês sabem, os alvos da pena de morte não tem o biótipo desse tipo de delinqüente. Ele não é branco, é preto; ele não é rico, é pobre.
Nossos conceitos de justiça são conceitos de classe, esteja certo.
Sinceramente, cada vez mais fico menos esperançoso com esse país. Olha só. Vocês viram o negócio da reconstituição do crime lá em Mato Grosso, dos policiais militares usando munição de verdade em vez de balas de festim? ...fala sério... ...isso não existe... dá para ter esperança num país tão desgraçado assim?... ai, ai...
É muita miséria, muita pobreza, muita humilhação, muita carência, muita indigência, muito nada. O que vem depois, a violência, a baixaria, a ignorância, as tragédias e o diabo a quatro vêm por consequência. Não adianta culpar. Simples: os brasileiros agem como bichos porque o povo sempre foi tratado pelas classes dominantes exatamente como bichos. Então, toma. Não agem com educação porque nunca foram educados. Não agem de modo civilizado porque jamais sentiram soprar no rosto ar da civilização.
Exemplozinho. Num emérito local de trabalho, vi um estagiário enxugando na própria calça jeans a faca que ele acabara de "lavar" para passar manteiga no pão, de uma mantegueira de que todo o pessoal se serve. Então. Aí chegou outro estagiário, com uma aparência bem mais asseada e eu disse a ele: "cara, sabe o que seu colega fez agora? Limpou a faca da manteiga na própria calça, você acredita?"
E o que o garoto respondeu? "Acredito! É a mãe dele que lava a roupa dele, não é ele!"
Dá vontade de chorar, não dá não?
Outra exemplo simplório. Dá para ter esperança num país cujas padarias jogam açúcar cristal grosso em cima do pão? Dá para ter fé num povo que mastiga açúcar cristal com pão?
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Não falo de mim,
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nos cartões abaixo para ver os diálogos. imagens: Kim Anderson textos: kali
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